Três segredos para a criação de um business case para cloud
O caminho para o sucesso é definir o que está errado, determinar a forma de corrigir o(s) erro(s), e demonstrar por que o modelo de cloud computing é o mais adequado para corrigi-lo(s).

Nós todos vimos apresentações que mostram as vantagens comerciais de computação em nuvem: a capacidade de evitar aquisições de hardware e software (opex vs capex), a velocidade de implantação, a elasticidade, e assim por diante. No entanto, a menos que você esteja preparado para fornecer números reais que definam o valor real da nuvem, eles já não serão nem um pouco sedutores para os executivos.
Como desenvolvo business cases para empresas de diversos ramos, encontrei alguns pontos comuns ou padrões emergentes a considerar. Aqui estão meus três principais segredos para o desenvolvimento de seu business case para a adoção de soluções em nuvem.
Em primeiro lugar, procure definir o custo do que não está funcionando. Qualquer CIO vai te dizer que tudo está indo bem com sua estrutura de TI. Mas isso quase nunca acontece, e a ineficiência subjacente tem um custo real – aquele que você precisa definir antes de pensar em adotar produtos e serviços de cloud computing. Em organizações maiores, você pode chegar a encontrar milhões de dólares por ano em perda de produtividade para o negócio.
Em segundo lugar, ultrapasse os chavões e procure ir fundo, ao coração dos problemas de negócios. Geeks conhecedores de plataforma e serviços de computação em nuvem tendem a falar a mesma língua e compartilhar uma mesma visão de mundo. No entanto, sua empresa é um domínio único, com problemas únicos, então você precisa primeiro definir os problemas individuais que a nuvem possa resolver antes de vender todas as vantagens da cloud para a diretoria.
Terceiro, e mais importante, entenda que o business case tem de ser específico e vinculado a um plano global. O caminho para o sucesso é definir o que está errado, determinar a forma de corrigir o(s) erro(s), e demonstrar por que o modelo de cloud computing é o mais adequado para corrigi-lo(s). Se você não conseguir traçar essa estratégia, você não terá um business case.
Para fazer isso, você precisa de informações muito específicas que descrevam o estado atual. Depois, de informações muito específicas que definam um caminho para a correção. Finalmente, você precisará de informações muito específicas que apontem as vantagens de custo após a adoção da solução em nuvem. Tudo isso alimenta um plano detalhado. Faltando isso, você não estará criando um business case de computação em nuvem, mas fazendo sugestões com base sem suposições.
Por alguma razão, muitas pessoas que criam business cases para a mudança para plataformas baseadas em cloud acreditam que podem fazê-lo utilizando uma informação muito geral. Você pode detectar tais defensores ingênuos por sua tendência a citar o Gartner e outros grupos de analistas ao elaborarem o seu business case – em vez de citar os problemas internos que devem ser endereçados para balizar qualquer investimento ou mudança. Não seja uma dessas pessoas, se você realmente quer que o seu negócio se mova para a computação em nuvem com benefícios evidentes.
