Cinco estágios do caminho rumo à inovação

Veja por onde começar a desenvolver projetos inovadores de modo a conquistar a adesão de suas equipes

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10:04 am - 16 de setembro de 2016

Conhecimento é a matéria-prima da inovação. Quando identifica-se uma
oportunidade ou um desafio, tudo o que aprendemos, incluindo nossa
experiência cultural, ajuda a criar uma solução. Desde o que aprendemos
na escola, até os costumes da comunidade em que vivemos, tudo serve para
moldar essas reações, mas raramente essa base é gerenciada de maneira
adequada pelas companhias nas quais atuamos.

Prova disso está no fato de que grande parte das empresas armazena
suas informações mais estratégicas e críticas nas mãos (ou na mente) de
seus executivos, sem documentá-las oficialmente. Assim, não é de espantar
que muitas companhias, hoje, estejam extremamente preocupadas com os
processos de sucessão de seus altos executivos,
principais detentores de informações corporativas.

Com a intenção de resolver tal problema, as organizações têm
investido na capacitação de seus funcionários. A iniciativa é louvável,
certamente, mas ignora o principal ponto fraco das empresas: os modelos
de documentação, armazenamento e acesso aos dados importantes. De nada
adianta trazer conhecimento externo para a companhia se essas
informações também ficarão concentradas apenas na mente de poucos.

O cenário descrito explica o motivo pelo qual as organizações ainda
sofrem na busca pela inovação. O modelo de tratamento do conhecimento
dentro das companhias precisa mudar, com o intuito de que os
colaboradores tenham acesso às informações realmente importantes a suas
rotinas. Só assim poderão unir esses dados a suas bagagens culturais e,
então, desenvolver ações realmente inovadoras.

Remover, de fato, as barreiras ao conhecimento é a chave para o
sucesso das políticas de inovação. Todos colaboradores devem acessar as
mesmas informações e discutir como cada um as interpreta. Só assim é
possível criar algo novo.

Vale ressaltar que o simples bombardeio das pessoas com dados não
representa um avanço. É preciso garantir a qualidade do conhecimento
disponibilizado e sua adequação à realidade da companhia.

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Como sair da teoria e alcançar a prática
Na
realidade, são poucas as atividades práticas para implementar ações e
projetos inovadores nas companhias. Consideradas complicadas ou, no
mínimo, trabalhosas, as iniciativas que têm como objetivo esse estímulo
ao pensamento inovador assustam gestores e, por isso, acabam deixadas de
lado.

Na maioria dos casos, embora concordem e conheçam os benefícios
proporcionados pelo estímulo a ações inovadoras, os líderes não sabem ao
certo “por onde começar” a desenvolver esses projetos de modo a
conquistar a adesão de suas equipes.

Para nortear esse caminho rumo à inovação, seguem algumas dicas apontadas por executivos que lideraram projetos de sucesso:

1. Comece devagar: identifique o objetivo final do
projeto e elabore as etapas que deverão ser percorridas para alcançá-lo.
Então, fixe a próxima fase como meta para a equipe que trabalhará na
iniciativa. Essa atitude fará com que o time fique mais motivado, na
medida em que enxergar o propósito de suas ações de forma mais imediata;

2. Incorpore o exercício de inovar à rotina: passe a
olhar todos os aspectos de sua vida de forma mais questionadora,
pensando em maneiras de melhorar as questões do próprio dia a dia. Assim
o conceito de inovação começará a ser desmistificado;

3. Use o que tem: não desperdice dados que a empresa
detém sobre clientes, produtos, processos e projetos. Todas as
informações são fontes de ideias;

4. Foque no valor agregado: toda ação tem como
objetivo levar valor ao consumidor e à companhia. Por isso, essa
premissa não pode ser esquecida em nenhuma etapa do desenvolvimento dos
projetos de inovação e deve ser checada a cada dia de trabalho, para que
a equipe não perca o direcionamento correto;

5. Convença o board: com o apoio do alto comando
corporativo as ações de inovação serão mais aceitas nas esferas mais
baixas da pirâmide organizacional. Mostre, principalmente ao CFO e CEO,
as vantagens que a incorporação dessa nova cultura poderá trazer aos
resultados do negócio e, certamente, receberá todo o aval necessário
para implementá-la.

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