Será que estamos em outra bolha de tecnologia?
<p>Investir em tecnologias de ponta de empresas nascentes pode resultar em grandes benefícios, mas também demanda atenção</p>

Especialistas
e analistas de mercado têm debatido a ideia, movidos especialmente pelo
desempenho fraco das ações de “estrelas” das redes sociais como Facebook, Zynga
e Groupon.
Enquanto vários investidores de risco levantam dúvidas sobre
o setor de tecnologia por conta das valorizações pouco sustentáveis de certas
startups focadas nos consumidores, outros, como Marc Andreessen, preferem
considerar essas preocupações mais como “depressão tech” do que bolha real.
Numa conferência de investidores realizada em meados de
dezembro de 2012, Andreessen criticou as previsões soturnas dos seus
companheiros e veio em defesa de líderes antigos da tecnologia corporativa,
como a HP, empresa da qual ele mesmo faz parte do conselho diretor.
A tecnologia corporativa nunca será tão atraente ou “sexy”
quanto a tecnologia voltada para os consumidores, mas ainda é responsável por
gerar um bocado de dinheiro nessa indústria. De fato, a IDC (empresa do nosso
grupo) prevê crescimento de 5% a 7% no consumo de tecnologia ao longo de 2013.
Empresas como Splunk e Fusion-io tiveram IPOs (abertura de
capital) bem-sucedidos. Outras, como Box, IO, Nimble, GitHub, MapR, DelphiX e
Cloudera estão conseguindo milhões de dólares em capital para levar soluções
corporativas para os CIOs. A maioria dessas novas empresas está focada em áreas
quentes da tecnologia como segurança móvel, análise de dados, aplicações na
nuvem ou data centers virtuais e redes, e o foco delas é a economia ou a
geração de receitas.
Investir nessas tecnologias de ponta pode levar a
recompensas incríveis, mas também gera riscos altos para os CIOs. Sua reputação
está em jogo cada vez que uma tecnologia inovadora é implementada na empresa.
Como aproveitar a “startup mania” sem arriscar sua
sobrevivência? Os mais espertos analisam cuidadosamente a situação financeira
da nova empresa mas também investigam qual porcentagem da receita é destinada a
pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Eles conversam com clientes e verificam a experiência e a
reputação dos fundadores. Também buscam informações sobre o que pode acontecer
se um dos gigantes da indústria adquirir a startup. Prova de que pequenas ações
fazem a diferença.
