Platform-As-a-Service: desenvolvedores estão no comando

A falta de segurança e de bons produtos ainda são responsáveis pela baixa adesão das empresas ao PaaS, que veio para ficar, segundo o Gartner.

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4:17 pm - 07 de junho de 2011

O modelo de nuvem PaaS PaaS (Plataforma como serviço), que tem como prerrogativa a entrega de serviços ligados a aplicativos e a desenvolvimento, além de autenticação, autorização de acessos, gestão de sessões
e de metadados, como no
Amazon Web Services, pode ganhar força como opção de implementação
para programadores. Mas o mercado ainda está em fase inicial e os
desenvolvedores estão à frente das decisões.  

Atualmente,
PaaS é um mercado de US $ 2,8 bilhões, mas “ele se tornará um mercado de US $ 10 bilhões, nos
próximos 10 anos” diz o analista da
empresa de pesquisas Forrester, Stefan Ried, que recentemente publicou
um relatório sobre PaaS. O Windows Azure, da Microsoft e o Force.com, da Salesforce.com são hoje as principais plataformas para programadores
no mercado PaaS, segundo a Forrester. Mas a lista de candidatos é
longa, e vai do Google App Engine a serviços de empresas como a Caspio,
EngineYard, LongJump, OrangeScape, Tibco e WaveMakers, afirma Ried. Na
definição da Forrester PaaS é uma plataforma completa de aplicações para ambientes hospedados na nuvem, incluindo ferramentas de
desenvolvimento, execução e administração, e ferramentas de gestão e
serviços.

Os
usuários elogiam o PaaS, mas devido aos problemas de segurança típicos de modelos da
computação em nuvem, a WebFilings, companhia que
oferece assistência online para preenchimento de relatórios para a comissao de valores mobiliários nos Estados Unidos, ancorou o seu negócio no
Google App Engine. “Olhamos para o Google e sua forte reputação de
segurança e dissemos, “bem, em vez de gerenciar e manter toda
essa plataforma, vamos contar com o Google para isso”. O que remove
uma camada de complexidade e permite à empresa focar em inovação para o seu
mercado “, afirmou Dan Murray, diretor da WebFilings.

Mas
Treb Ryan, CEO da computação em nuvem da vendedora de serviços
OpSource, observou baixa adoção de PaaS até o momento: “Tem sido lento
– para nossa surpresa, na verdade.” Embora a expectativa de
desenvolvimento seja o principal motor para PaaS, infraestrutura como
serviço (IaaS) teve “muito mais” adoção, no caso da OpSource. Os problemas que
seguram o crescimento do PaaS incluem ofertas exclusivas de laçamentos e a necessidade de reescrever as aplicações. O IaaS “é muito mais
fácil de adotar”, declarou Ryan, que espera a melhora das plataformas
PaaS  e, finalmente, o sucesso.

O
relatório da Forrester ressalta que PaaS continua sendo “um mercado
imaturo de alto risco para os compradores”, escreveu o analista. Mas
ele também acredita que o IaaS oferece menos valor: “Você só pega o
hardware virtualizado”. Os desenvolvedores que usam ofertas de IaaS
como a Amazon Elastic Compute Cloud (EC2) devem lidar com máquinas
virtuais, storage blocks, ameaças na execução e conexões de rede.

A
WebFilings mantém 10% de suas operações na plataforma da Amazon, mas se a companhia tivesse sido criada
hoje, Murray diz que a opção pela Amazon EC2 provavelmente não seria necessária,
graças a melhorias subsequentes da App Engine.

Desenvolvedores
que conduzem o crescimento de PaaS – primeiro indivíduos, depois
empresas – serão impulsionados, em parte, pelos criadores de
aplicativos que não quiseram investir muito em reunir os componentes de
middleware, afirmou Ried. “Cloud computing é emocionante para o
desenvolvimento de aplicativos corporativos porque oferece acesso
imediato a recursos para desenvolvimento e testes; a implantação é
feita em minutos; é simples, com o dimensionamento automático para
download e upload, e os serviços pagos de acordo com o uso”, escreveu no seu relatório.

Hoje,
a grande maioria dos usuários de PaaS é formada por desenvolvedores individuais
que focam em construir aplicações relativamente simples na nuvem,
afirma Massimo Pezzini, analista da Gartner. Mas a adoção de empresas
está crescendo ao menos no  desenvolvimento e realização de testes,
não necessariamente para a implantação. O motivo é que ainda
existem entraves, como a segurança, confidencialidade dos dados, e as
preocupações com a qualidade do serviço. “Com um produto como o App
Engine, você realmente não tem nenhuma qualidade do serviço garantida”,  declara Pezzini.

Muitos
desenvolvedores de linguagens de programação que procuram uma oferta de
PaaS podem encontrar uma que provavelmente seja adequada à linguagem de
sua escolha.

O
Google App Engine é compatível principalmente com Java, Python e um
suporte para a linguagem experimental Go já previsto. O Azure suporta
.Net, PHP, Java e Python. A Force.com usa HTML, JavaScript e Adobe Flash,
como parte do quadro da empresa UI Visualforce, e o
código Apex próprio para procedimentos de banco de dados. A
nuvem do Engine Yard requer programação em Ruby on Rails.

A
variedade existe porque nenhuma linguagen PaaS dominante emergiu, argumenta Pezzini. “No momento, a sobrevivência Darwiniana do mais
forte [na batalha] está acontecendo concomitantemente com llinguagens
de programação para PaaS.” Provavelmente o Java estará entre os
sobreviventes, assim como as linguagens dinâmicas como Ruby, afirma:
“No entanto, as novas liguagens, projetadas especificamente para
aproveitar melhor as capacidades do  multicore e do paralelismo em nuvem,
como o Scala, e ambientes model-driven, como BPMN, desempenharão
também um papel importante. “

Vem aí o iPaaS

Com
a integração do PaaS está emergindo o iPaaS – ou, mais simplesmente a
iinterligação do serviço . Ele está se tornando importante para a
conexão de um aplicativo em cloud computing com outro ou para
aplicativos instalados no PC, afimrou Pezzini. (o analista usa o termo
“PaaS aplication”, ou aPaaS, para se referir ao “tradicional” PaaS). E estima que existam de 2.5 mil a 3 mil organizações que utilizam
o iPaaS.

Nuvens
como o Azure e o recém lançado MuleSoft Mule Ion oferecem o serviço de
iPaaS. “O problema e é que estamos criando silos na nuvem”,
declarou Ross Mason, CTO da MuleSoft, que oferece serviços de integração.

A
adoção de PaaS  por empresas é inevitável. A não ser em situações em que
as empresas querem ter maior controle e, nesse caso, eles optam pelo IaaS, em vez do PaaS, disse Murray, da WebFilings. Mas o PaaS é a escolha certa
para a construção e implantação de aplicativos de forma rápida, acrescenta. “Eu definitivamente acho que mais empresas vão começar a
usar PaaS”.

Embora
o PaaS já enfrente alguns problemas de crescimento – até mesmo com o
Google e com a Microsoft que ainda oferecem produtos incompletos,
completa a Forrester  -, a Forrester prevê aumento de adoção do PaaS no setor financeiro, já que o modelo claramente facilita a implementação de
aplicações na nuvem. “Com bons produtos PaaS, desenvolvedores de
aplicativos vão aproveitar rapidamente os benefícios da
nuvem”, afirma o relatório da Forrester.

Que também adverte: “sem bons produtos PaaS”, a criação na nuvem é muito difícil para a maioria dos desenvolvedores
corporativos e os benefícios da cloud computing chegará lentamente com uma ampla
variedade de lojas de aplicativos PaaS.”

A Forrester espera que haja
bons produtos em breve e, portanto, uma migração para o PaaS.

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