Facebook cria sistema com dez mil discos Blu-ray para armazenamento frio

<p>Com capacidade de um petabyte e baixo consumo energético, plataforma terá parte da tecnologia secedida ao Open Compute Project</p>

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2:46 pm - 29 de janeiro de 2014

Se você achava que o Netflix e o Itunes iam tornar os discos ópticos algo do passado, então é hora de repensar a expectativa. O Facebook acaba de apresentar no Open Compute Summit, encontro de dois dias organizado pelo Open Compute Project (OCP), um sistema de armazenamento construído a partir de 10 mil discos de Blu-ray que hospeam um petabyte de dados e tem consumo baixo consumo de energia.

Em 2013, o Facebook já havia revelado pesquisas com o uso da tecnologia Blu-ray em data centers para armazenamento em dados pouco acessados ou para o chamado “armazenamento frio” (cold storage). Isso abrange backups de fotos e vídeos mantidos pela Facebook.

De acordo com Jay Parikh , vice-presidente de engenharia de infraestrutura do Facebook, o sistema Blu-ray reduz em 50% os custos e em 80% o consumo de energia, comparado a sistemas de armazenamento frio usados atualmente, baseado em discos rígidos. A empresa espera ser capaz de aumentar a capacidade do sistema para cinco petabytes ao longo do tempo. Há muita margem para os fabricantes aumentarem a densidade de armazenamento dos discos Blu-ray, segundo Jason Taylor, diretor de infraestrutura do Facebook.

Se a ideia vingar, pode aumentar a vida útil da indústria do disco ótico. “Vemos isso como uma nova demanda para a tecnologia”, sustenta Taylor. O sistema construído pelo Facebook ainda é um protótipo, mas a empresa espera iniciar testes com um produto comercialjá no final deste ano, revela o executivo.

Embora a tecnologia Blu-ray seja uma opção para o armazenamento frio, o responsável espera, eventualmente, mudar para uma versão de baixa potência de tecnologia Flash. Isso não impediu Parikh de mostrar o sistema no palco durante a conferência Open Compute.

Do lado externo o sistema tem o formato do gabinete de servidor, com cerca de sete metros de altura, mas por dentro há uma série de braços robóticos para mover os discos. Os discos estão empilhados, e um seletor robótico pode escolher rapidamente um disco de uma pilha e movê-lo para um dos 16 gravadores do sistema, para registar nesses discos.

A Facebook ainda está decidindo que partes do projeto vai ceder ao Open Compute, admite Taylor.

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