9 pontos para observar em contratos de cloud e evitar cair em armadilhas

“Contratos vêm como um template e as companhias não estão olhando para a gravidade disso. Nos próximos três anos, veremos ações judiciais em torno de cloud, porque o problema ainda não foi sentido amplamente pelo mercado”, acredita Artese, completando que uma má negociação de contratos pode causar prejuízos irreparáveis para a companhia. “No final das contas, o que vale é o que está no papel”, completou.
Na prática, ele relata que os contratos de cloud não diferem muito dos de outsourcing. “Cloud é outsourcing em larga escala, especialmente em termos jurídicos”, definiu o advogado, acrescentando que a diferença, no entanto, está no preço. Mas os acordos de nuvem trazem algumas especificidades que demandam atenção redobrada e por isso o apoio de diversas áreas na revisão do documento, não só pelo jurídico e pela TI, é fundamental, assinalou.
A recomendação de Artese para revisar contratos é usar um checklist composto por nove itens, que ele batizou de “Laundry List”, que gestores precisam saber e prever requisitos técnicos para cada um dos quesitos. Confira a lista abaixo:
1. Disponibilidade dos serviços
Nesse item, Artese aconselha que empresas observem especialmente quatro aspectos: adequação dos níveis de serviço; disponibilidade dos dados; disaster recovery e continuidade dos negócios; interrupção dos serviços; e falência e saúde financeira.
2. Níveis de serviço
3. Segurança e propriedade dos dados
Por isso, é vital alinhar nos contratos obrigações em relação à segurança dos dados, redundância, direito de propriedade sobre os dados e conversão dos dados.
4. Seguro
Deve ser definido para estabelecer um seguro em caso de problemas.
5. Indenização
Quem pagará indenização em caso de problemas?
Artese alerta que é preciso definir se a propriedade de soluções criadas na nuvem é de propriedade da empresa ou do terceiro.
A limitação do contrato é comum em qualquer documento do tipo, afirma o advogado, e não pode ser esquecida na nuvem
Aqui, é necessário definir qual será o custo de implementação da nuvem.
Como em qualquer contrato, é preciso estabelecer a forma de pagamento. Em cloud é muito importante é que o preço seja variável.
Como mensagem final, Artese lembrou que contratos são instrumentos úteis de gestão de riscos e que participar ativamente de sua negociação previne problemas futuros. “Lembre-se das regras gerais e utilize a lista acima na medida de suas necessidades, porque, naturalmente, alguns itens não se encaixam em seu negócio”, disse e emendou: “boas cercas fazem bons vizinhos”.
