Não se preocupe, você não será substituído por robôs

Estudo recentemente publicado pela McKinsey afirma que 45% dos funcionários dos EUA podem perder seus empregos para máquinas inteligentes – e esse número pode aumentar para 58% se a inteligência de computadores alcançar um nível de conhecimento e de entendimento ainda mais próximo do humano.
Apesar do cenário, poucas ocupações serão automatizadas por completo nos médio e longo prazos, dizem os autores do documento, Michal Chui, principal analista da McKinsey Global Institute; James Manyika, diretor do Instituto; e Mehdi Miremadi, líder do escritório da McKinsey em Chicago. Isso significa na prática que algumas funções de um dado cargo serão automatizadas, enquanto outras permanecerçao da mesma forma.
Em outras palavras, a automação nada mais será do que um fator de transformação de atividades, tendo máquinas e humanos cada qual com a atividade que melhor sabe fazer. Na visão do autor, isso abre portas para oportunidades nos negócios.
Na opinião de Chui, a automação não é somente sobre cortar custos, mas também aumentar o desempenho e a qualidade de atividades – como dar superpoderes a humanos. Cerca de 60% das funções atuais podem ter cerca de 30% de suas tarefas feitas por máquinas. Até mesmo cargos com salários altos podem receber uma ajuda desse tipo: “estimamos que atividades as quais consomem mais de 20% do trabalho de CEOs podem ser automatizadas”, dizem os autores.
E eles ainda ressaltam que, só porque as atividades podem ser substituídas, não significa que serão. “Há muita inércia organizacional”, afirma Chui. “E isso requer um bocado de investimento.”
