Policiais do Rio de Janeiro testam aplicativo em operações

Policiais do Rio de Janeiro estão utilizando aplicativos para smartphones que fornecem a localização do policial e enviam vídeos e áudios para uma central administrativa da polícia. A tecnologia, chamada Smart Policing, está em testes nas operações conduzidas pela unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) de Santa Marta e de São Carlos, no Rio de Janeiro. Além disso, algumas áreas de cidades da África do Sul também estão utilizando o recurso.
O projeto é resultado da parceria entre o Instituto Igarapé, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM-RJ) e instituições do país africano. Não é a primeira vez que a polícia carioca tem o suporte de recursos digitais em suas operações. O Batalhão de Operações Especiais (Bope), por exemplo, está testando óculos digitais capazes de armazenar informações importantes. Já o aplicativo, por sua vez, não possui capacidades diferentes, uma vez que concentra no envia de dados automaticamente.
“Ele é um aplicativo para celular, que cada policial vai carregar no bolso ou no colete, que vai enviar a localização dele, vídeo e áudio do que está acontecendo. Com isso, a gente consegue aumentar a transparência da Polícia Militar e o capitão, ou quem estiver no comando, consegue consultar, por uma interface administrativa, todo o histórico do efetivo policial dele”, explica o desenvolvedor de sistemas no Instituto Igarapé Bruno Siqueira. O especialista afirma que é possível “voltar no tempo para procurar ocorrências que tenham sido relatadas, tanto por policiais quanto por moradores, poder averiguar os fatos como eles aconteceram, por meio de todos os vídeos, todo o histórico e todos os traços do policial”.
Os testes estão sendo bem recebidos pelas unidades policiais e a expectativa é que a tecnologia permita a otimização do trabalho da polícia nas comunidades pacificadas. Até o fim do ano, o aplicativo deve ser aplicado no suporte a operações de 40 policiais da UPP Santa Marta e dos 80 da UPP de São Carlos.
“Isso vai garantir não só uma credibilidade da ação policial, vai dar uma confiança maior ao policial, como também vai servir de meio de prova para contestação de qualquer ação”, avalia o capitão Márcio Rocha, comandante da UPP Santa Marta.
Segundo ele, os impactos do aplicativo podem ser positivos. “O policial que age correto, que age dentro da regularidade, ele só tem a ganhar com isso, ele só tem a se motivar. E, consequentemente, aquele morador que pensar em desestabilizar o projeto, em tentar desmotivar o policial com ofensas, com palavras mais baixas, ao perceber que está sendo filmado, ele automaticamente vai mudar a sua postura”.
O aplicativo também foi apresentado na terça-feira (1) a uma delegação da África do Sul que está no Rio de Janeiro para conhecer políticas de segurança pública e sociais implantadas na cidade.
*Com informações da Agência Brasil.
