BYOD exige poder das redes WiFi

A tecnologia Wi-Fi para redes sem fio se tornou dominante graças ao seu custo, praticidade e presença em praticamente qualquer dispositivo móvel. Seria perfeita se não fosse por um detalhe: esse tipo de rede não foi concebida para suportar uma alta densidade de usuários, o que geralmente se converte em um problema em empresas onde muitos funcionários levam seus próprios aparelhos conectados para o ambiente de trabalho.
De acordo com Alessandro Coneglian, gerente de engenharia na GoAhead e professor na Bandtec, é possível planejar a rede de forma a evitar esses gargalos, mas antes há decisões cruciais a serem tomadas: quais dispositivos serão homologados, quais serão as políticas e restrições de uso e quem vai ser o responsável pelo suporte, principalmente em se tratando do ambiente corporativo.
?Quando se pensa em BYOD, não dá para simplesmente abrir uma rede e ignorar que alguns softwares e aplicativos são potencialmente danosos para a organização. Além disso, há de se pensar também no link da internet. Não adianta implementar uma rede Wi-Fi poderosa sem ter como escoar o tráfego?, afirma.
O coordenador do MBA em Projeto e Gerenciamento de Data Center da Impacta Tecnologia, Ricardo Rodrigues, adiciona mais um ingrediente a essa receita: o BYOC (bring your own cloud), tendência na qual funcionários têm a permissão de usar um serviço de nuvem pública ou privada de terceiros para realizar determinadas tarefas no trabalho. ?BYOC consiste na junção de softwares corporativos e de consumidor, voltados a realização do trabalho?, explica. É uma tendência que pode trazer benefícios se for seguida, mas outro elemento que exige cuidados extremos no planejamento da rede.
Além de implementar redes com capacidade para atender as atuais necessidades, Rodrigues ressalta que as companhias devem atentar para a complexidade do gerenciamento de segurança de dados com soluções de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), uma vez que a diversidade de dispositivos pertencentes aos funcionários a entrar na rede quase sempre é muito é grande.
