3 tecnologias disruptivas que vão mudar a forma como vivemos e trabalhamos

Sempre ouço diversas pessoas perguntarem ?Qual é a próxima sensação do mundo tecnologia??. Do meu ponto de vista, a pergunta certa deveria ser ?Quais tecnologias que, combinadas, irão mudar o jeito que vivemos e trabalhamos??
Atualmente vivemos na fronteira onde múltiplas iniciativas tecnológicas estão prontas para ganhar dimensão massiva. Juntas. E há especificamente três áreas que irão alcançar ao mesmo tempo esse estágio de evolução. Nenhuma dessas tecnologias consegue se sustentar sozinha: quando olhamos para esse cenário, percebemos que elas se complementam. E o impacto disso será melhor do que a soma individual das três áreas.
Proliferação das cidades inteligentes
Há diversas definições para cidades inteligentes (ou smart cities), mas a maioria traz o conceito de integração entre mobilidade, sociedade, evolução e consciência ambiental sob a perspectiva tecnológica de oferecer efetividade e eficiência.
No momento, a construção das cidades inteligentes se encontra no estágio de ?early adopyers? em seu ciclo de evolução. Ao observar o progresso das smart cities pelo mundo, é muito encorajador ver que o movimento está amadurecendo enquanto novas tecnologias estão sendo incorporadas.
O objetivo fundamental do conceito de cidades inteligentes é melhorar significativamente a efetividade e eficiência no modo como a cidade opera e interage. Essas capacidades serão conduzidas por duas tecnologias de suporte: a primeira é o que se tem chamado de inteligência ambiente, que são tecnologias sensíveis capazes de dar respostas sobre a presença e interação de indivíduos (por exemplo, sensores que podem identificar um congestionamento em uma determinada área); e a segunda é a rápida revolução das tecnologias “vestíveis”, como o Google Glass, o ícone atual desse movimento. Todas essas capacidades serão altamente integradas e formarão sistemas capazes de entender quem somos e o que queremos.
Veículos como plataformas tecnológicas
As tecnologias móveis já estão a bordo de muitos carros e caminhões e estão se tornando uma plataforma tecnológica. Os veículos poderão tirar muitas vantagens da rede móvel 4G LTE para impulsionar essa indústria, que já está em andamento com programas de desenvolvimento de plataformas para veículos e lojas de aplicativos online. Inicialmente, os apps vão focar em três áreas: o veículo, quem está no veículo e o que está em volta.
Informações poderão ser entregues com base em circunstâncias e localização, e até mesmo levando em conta quem está dirigindo e quem mais está no veículo. Dessa forma, a inteligência do ambiente terá um grande papel. Se montadoras conseguirem caminhar no sentido dessa evolução, os resultados beneficiarão não somente essas empresas em termos de receitas, mas outros novos players.
A economia da informação
A demanda por conteúdo está crescendo explosivamente à medida que passamos em torno de sete horas semanais buscando informações de nosso interesse. Mas isso está para mudar – e vai além do movimento que está acontecendo com conteúdos sociais.
Combinar um grande volume de dados com propriedades analíticas que resultem em conhecimento não permitirá somente promover uma visão sobre os negócios, mas também trará um grau de previsão com alto nível de confiança capaz de aumentar a compreensão sobre as necessidades de informação e aplicações tanto de organizações como de indivíduos.
A principal fonte de conteúdo será fornecida por aplicativos usados ??em cidades inteligentes e plataformas de veículo acopladas em conjunto, por meio de interações sociais digitais. O acúmulo de dados e as informações obtidas a partir de suas análises irá evoluir até o ponto onde este será o ativo mais valioso de uma empresa. Esta informação digital elevará experiências individuais com os produtos e serviços previstos para aquele usuário em particular, naquele momento específico.
Estas três áreas resultarão na ligação íntima entre experiências digitais e físicas, repercutindo novas formas com as quais empresas irão interagir com outras companhias, funcionários e clientes, trazendo para o contexto todo um aprendizado sobre identidade e localização.
Fica claro perceber como essas três tecnologias se interagem e se alimentam. Quando olho para trás, como estrategista-chefe da Netscape, e lembro do nosso papel em um momento de rápida evolução da Internet, torna-se difícil aceitar o fato de que o avanço tecnológico permitido pela internet, em breve, parecerá minúsculo se comparado ao que nos espera pela frente.
Se você acha que estamos vivendo um momento de sobrecarga tecnológica, aguarde. Teremos uma onda muito maior e de muito mais impacto do que o boom da tecnologia nos anos 90. Vamos torcer apenas para que a segurança dessas novas plataformas e aplicações sejam pensadas, desenhadas e construídas desde o início.
Os profissionais de TI devem se preparar diante dessas mudanças que estão por vir. Você pode liderar essas transformações em sua empresa, acompanhando esse movimento, ou ficar de fora delas. As organizações devem se posicionar agora e criar aplicações e conteúdos para explorar essas três tendências. Neste momento, a escolha ainda depende de você e de sua empresa.
