Conexões M2M devem quadruplicar até 2016

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10:10 am - 24 de julho de 2013

As conexões máquina a máquina (M2M, em inglês) devem chegar a 36 milhões de assinaturas até o final de 2016, tornando-se um dos segmentos de maior crescimento no mercado móvel brasileiro. Dentre as aplicações, a expansão deve ser motivada pelo uso em monitoramento de veículos.

Assim, a perspectiva é que a base total de comunicação M2M, que hoje é de 7,5 milhões (ou sejam 2,84% da base móvel total até maio), quadruplique nos próximos três anos. A legislação promulgada recentemente, que reduz cerca de 80% a taxa para o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) incidente sobre chip, deve sustentar esse crescimento quando for implementada no final do ano.

As estimativas pertencem ao relatório “The take-off of M2M in Brazil”, produzido pela consultoria de comunicações móveis TechPolis. Dentre as peculiaridades encontradas, destacam-se dois pontos: a cidade de Campinas concentra hoje 21% do total de7,5 milhões de chips M2M ativos em território nacional; e a operadora Claro é a líder no segmento, com quase metade das conexões máquina a máquina no país.

Desde que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou a divulgar dados específicos sobre essas conexões, em junho de 2012, o crescimento encontrado nos primeiros 12 meses de coleta base de dados foi de 22,23%, enquanto o crescimento da base móvel foi de apenas 3,67% no mesmo período.

Segundo o presidente da TechPolis, Ricardo Tavares, “a simples perspectiva de um novo regime fiscal para M2M já fez com que as operadoras móveis e seus clientes potenciais pensassem outra vez em criar planos de negócios que não existiriam sob o atual regime fiscal devido ao ARPU muito baixo”.

 

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