Surface Pro, da Microsoft, vence iPad em teste

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7:26 pm - 16 de maio de 2013

No Tennessee, tem um ditado: “É melhor sentir do que contar” – o que significa que a experiência pessoal é sempre melhor do que ouvir comentários de terceiros.

Eu me identifico com isso.

Como uma pessoa responsável por reconhecer futuras tendências tecnológicas que podem impactar educação, em especial, e TI, em geral, eu acho válido ter em mãos (ou nas mãos de minha equipe) uma tecnologia em particular do que apenas ler sobre ela em um artigo.

O post deste mês é sobre minha experiência pessoal como uma nova geração de tablets com compatibilidade e desempenho de desktop – especificadamente, o Surface Pro, da Microsoft (NSDQ: MSFT).

O iPad, da Apple (NSDQ: AAPL) já demonstrou que um tablet leve se tornou, rapidamente, um item indispensável na vida dos profissionais. Tivemos alguns “assassinos de iPad” trazidos ao mercado, que afirmavam oferecer todas as funções do iPad com compatibilidade com o ambiente corporativo, geralmente rodando Windows 7 ou 8. Em resumo, esses dispositivos eram porcarias e inúteis, em todos os propósitos.

Eram lentos, de baixo desempenho e não conseguiram impressionar ninguém. Foi como buscar sua namorada na caminhonete velha do seu tio; teria sido melhor ir a pé.

Como resultado, se você olhar na bolsa de muitos executivos de hoje, encontrará três dispositivos: um computador laptop para o trabalho, um tablet iPad (ou Android) para navegação rápida (assim como uma partida de Angry Birds) e um telefone celular.

Que entre o Surface Pro, da Microsoft.

Eu estou com um desses há algumas semanas, configurado com armazenamento de 128 GB e um teclado físico. Uma fonte extra e uma estação de dock Targus USB 3.0 foram acrescentadas ao pacote.

Uma das primeiras coisas que notei no Surface Pro (além de seu belo estilo, com um quê de Stars Wars) foi sua velocidade. Ele iniciou em seis segundos e a reposta foi muito rápida. Foi tão rápido quanto – se não mais rápido – que meu laptop, mesmo ao rodar aplicativos pesados, como o Lightroom, da Adobe (NSDQ: ADBE).

Colocamos o dispositivo em nosso domínio e, imediatamente, tive acesso a todos os discos, aplicativos e impressoras na minha rede. Conectei meu Windows Live ID e pude acessar todos meus arquivos no SkyDrive e contatos do Lync.

A estação de dock Targus me permitiu conectar dois monitores HD e ter a tela projetada em três monitores, assim como adicionar 3 portas USB. Eu conectei um mouse, discos USB, caixas de som e cabos para minha câmera e outros dispositivos.

O teclado físico é utilizável, diferente de outros teclados portáteis que já experimentei. Muito parecido com o teclado sem fio da Apple que normalmente uso.

Eu tenho o Windows 8 instalado em um segundo computador há algum tempo (meu laptop de uso diário ainda é configurado com Windows 7), mas me descobri à vontade com a visão “familiar” do desktop e me juntando à multidão que amaldiçoa a ausência do botão “Iniciar”. A interface Metro é divertida, mas irrelevante.

O Surface Pro mudou meu conceito sobre a validade do Windows 8. Eu estava tentando usar o sistema operacional no dispositivo errado.

A descoberta mais importante para mim foi o quão útil é o sistema operacional em formato tablet. Eu me forcei a dar uma chance real ao Metro e fui logo recompensado pela compreensão de como a interface faz sentido. Usar o Internet Explorer 10 com meus dedos foi mais rápido do com um mouse e teclado.

O próximo teste

Já deu para perceber que fiquei impressionado com o hardware, mas o verdadeiro teste deste dispositivo era leva-lo para a estrada. Eu sempre fui uma dessas pessoas com três dispositivos. Para esta viagem, eu levei apenas o Surface Pro e meu telefone. Eu configurei a energia para otimizar a vida bateria (mas levei o carregador comigo para garantir) e descobri que conseguia mais de cinco horas de operações. Já que eu deveria prestar atenção nas reuniões e sessões, esse tempo foi mais do que adequado. A unidade se iniciou rápido o bastante para que eu pudesse checar meu e-mail e enviar respostas durante os intervalos. No quarto do hotel, ele funcionou muito bem para compor longos documentos e e-mails e para fazer edição de imagens.

Eu acabei aposentando três dispositivos com essa unidade. Eu tinha um laptop para o trabalho (geralmente deixado no escritório), um laptop em casa e um iPad. O Surface Pro substitui os três sem comprometer, de forma alguma, meu desempenho (com exceção da duração da bateria do iPad e alguns aplicativos muito específicos.).

A estação de dock e os monitores na minha mesa oferecem o estado real de tela de que preciso, assim como rápida conexão às redes corporativas. Para entrar em reunião, eu apenas desconecto a fonte e um cabo USB e o levo para o trabalho comigo.

O formato de um processador de alta potencia em um tablet é uma mudança radical. O Surface Pro, da Microsoft, não é o único nesse campo, mas certamente definiu o padrão para outros fabricantes seguirem. No ambiente corporativo, ele não só compete com os tablets iPad e Android, como os supera. E, como é parte do domínio corporativo, meu engenheiro de rede pode dormir mais tranquilo, já que as mesmas políticas de segurança que protegem a rede também funcionam para o Surface Pro.

Quanto a mim, não estou agregando um novo dispositivo a um conjunto, mas uma nova modalidade em computação móvel.  Em minha opinião, não é uma moda passageira, mas uma plataforma a ser seriamente considerada quando chegar a hora de uma atualização.

Depois de três semanas com o Surface Pro, acredito que a Apple deva rever o conceito de que mercado de tablets é impenetrável.

 

*Kevin Pashuk é CIO do Appleby College, em Oakville, Ontario, Canadá.

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