Quatro razões por eu querer um smartphone com Ubuntu

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10:59 am - 09 de janeiro de 2013

Muitos pensam que o Ubuntu será apenas mais um com o lançamento do sistema operacional móvel. Algumas pessoas do TechCrunch dizem que ele não tem a menor chance. O The Verge afirma que o Ubuntu e a sua detentora, a Canonical, estão seguindo uma trajetória para a irrelevância. O próprio Tom Claburn, da InformationWeek EUA, pelo menos deu o benefício da dúvida a um iniciante retardado com a possibilidade de ser um servidor para plataforma móvel corporativa.
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Enquanto leio discussões sobre o tema, fico pensando sobre o que aconteceu com o ancião IBM ThinkPad, baseado em Intel Centrino (e desenhado para Windows XP!) que eu abandonei em meu porão. Em vez de fazer o meu trabalho, naturalmente eu desci as escadas para a minha fonte de ?lixo? tecnológico e lá estava: o velho T 42.
Desenterrei a fonte de energia e depois de uma hora de consertos eu estava rodando a versão mais recente do Ubuntu ? completa, com todos os aplicativos que uso em minha outra instalação do sistema, além de rede e acesso à nuvem do produto. Meu fiel utilitário de disco gritou sobre uma catástrofe iminente, um aviso que jamais levei a sério. O laptop pode rodar um pouco devagar para os padrões atuais, mas se eu realmente tivesse alguma ambição com ele poderia adicionar mais memória RAM e um disco de estado sólido e seguir adiante.
O motivo de minha viagem ao porão foi mostrar o valor do modelo da plataforma open source: indo em frente sem abandonar o passado (e como muitos dos fabricantes poderiam dizer o mesmo?). Esta é a primeira das cinco razões pelas quais eu acredito que aqueles que reclamam sobre ele estão errados. A ideia de um sistema operacional sendo estendido do servidor do desktop para a televisão e smartphone existe já há algum tempo, mas ninguém realmente ofertou. O Ubuntu entrega essa promessa completa com o preço justo: de graça.
Razão dois: a minha ? e provavelmente a sua ? conta de mensal de telefone. Página após página de detalhes incompreensíveis e cobranças depois, o resultado da conta é pelo menos o dobro do que você esperava pagar.
O Ubuntu resolveria esse lamaçal? Não se fizesse parte de um plano de operadora. Algum dia, alguns serviços móveis copiarão o modelo europeu, onde você compra um telefone e pode escolher qualquer operador que se encaixe no que você precisa. Você pode trocar de um fornecedor para outro em vez de ficar preso em contratos multianuais intermináveis.
Alguma fabricante venderia um telefone Ubuntu destravado? Rumores apontam que a Samsung irá apresentar um telefone baseado no Tizen, então um dispositivo com o sistema operacional da Canonical não é uma ideia tão maluca assim. E eu espero que a galera que gosta do sistema consiga descobrir como aqueles velhos modelos que estão por aí podem ser limpos e, depois, ter o Ubuntu instalado ? mais ou menos como fiz a atualização dequele meu antigo laptop.
Razão três: uma resposta para a dor de cabeça da TI. A empresa móvel e o surgimento do movimento de Bring Your Own Device (traga seu próprio dispositivo, da sigla em inglês) continua a ser uma questão de gestão difícil para profissionais de tecnologia. Pode parecer uma grande ironia que um dispositivo baseado em Linux seja mais fácil de gerir e seguro do que um iPhone ou Windows Phone. Apelo aos departamentos de TI foi um dos motivadores importantes para o anúncio de um produto do tipo. ?Entrega as demandas de dois segmentos-chave particularmente bem: aqueles que queiram um fácil, porém lindo smartphone, e aqueles que queiram um thin client e capacidade de smarphone de nível empresarial e que seja seguro, podendo ser gerido por ferramentas corporativas”.
Razão cinco: a oportunidade de ser um seguidor rápido. Por vezes nos esquecemos de como o mercado de telefones móveis é novo, e quão rápido os modelos foram introduzidos. A Apple, por todas as iniciativas e propósitos, criou o ambiente em 2007 (sintam-se livres para me mandar um e-mail, fãs da RIM, Motorola, Symbian do Simon IBM). As questões a respeito de frameworks proprietários, aplicativos nativos, aplicativos web e estão absolutamente em fluxo. Enquanto alguns mercados estão estagnando ou são, ao menos, previsíveis, os negócios em smartphone está tanto evoluindo quando expandindo em taxas inacreditáveis. A velocidade com a qual usuários compram e abandonam dispositivos buscando o próximo grande modelo sugere que um novo sistema operacional pode encontrar sim seu espaço nos negócios, mesmo não sendo um líder de mercado.
Agora eu quero ver quão bem um telefone Ubuntu brincaria com meu ancião ThinkPad.
*Nota do IT Web: O texto original, escrito em inglês, continha cinco questões, com uma delas sendo o aumento da concocrrência das operadoras dos Estados Unidos. Como não se aplicava ao contexto brasileiro, o IT Web optou por suprimi-la.
Saiba mais:
Ubuntu para telefones: lindo, elegante e condenado

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