CES 2013: 10 tendências de negócios

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10:48 am - 07 de janeiro de 2013

A Consumer Electronics Show (CES), marcada para ocorrer entre 8 e 11 de janeiro, em Las Vegas (Estados Unidos), é sobre eletrônicos para usuário final, obviamente. Mas a consumerização (péssima palavra) de TI é algo ao qual a mídia de negócios se focou nos anos que passaram, assim como Byod (Bring Your Own Device), cloud computing, redes sociais, entre outros. Então, a CES, que funciona muito bem sem a Apple, e o fará novamente neste ano mesmo sem um keynote da Microsoft, tem muito a mostrar para a comunidade de negócios sobre o que há de tendência para o mundo “business-to-business”.

Aqui vão 10 tendências da CES que devem impactar os negócios.

  1. Hub: a Samsnung deve (é o máximo que posso dizer) relançar seu hub de entretenimento. A LG já alardeou sua entrada no mercado de Google TV. Estas telas com que concentram múltiplas outras telas, entregando vídeo sob demanda, fotos e arquivos de internet, apontam para onde serão direcionados os hubs corporativos. Quanto tempo você gastou  fazendo malabarismos entre seus aplicativos de negócios, redes sociais, feeds de vídeos e coisas pessoas? O nascimento da corporação móvel  foi algo divertido de se escrever, mas algumas companhias descobriram uma forma de gerir sua força de trabalho móvel, se relacionar com consumidores e fazer algum dinheiro. O gol do CIO e do administrador de rede se tornou  o painel de vidro central que coleta todas as informações sobre a rede em um lugar. O hub de negócios, portanto, será o ambiente de visualização de seus negócios
  2. e-Health: basta inserir a vogal “e” antes de qualquer outra palavra para indicar que você está migrando seu antigo aparato analógico para uma experiência digital. O surgimento da e-Health poderia, muito bem, ser a grande novidade da CES. O Digital Health Summit, realizado durante a CES e conduzido por Robin Raskin, desenvolveu-se como um evento premium onde líderes e fornecedores de saúde analisam, debatem e avançam sobre a consumerização da saúde.
  3. Tecnologia automotiva: se julgarmos pelos anúncios automotivas, a frota atual de carros está sendo direcionada tanto por conexão com a internet quanto para aspectos mecânicos e de engenharia. A CES tem sido inteligente em dividir o chão de apresentação entre zonas tecnológicas que focam em indústrias específicas ou aplicações em vez de  de deixar o show crescer em uma mistura desordenadamente. A Tech Zone voltada para o motorista seguro foca em como os eletrônicos vão ajudar a direção a ser algo mais protegido. Ainda não estamos preparados para o carro do Google, que dispensa motorista, mas também não estamos muito longe disso. CIOs precisam se unir com os CMOs para construir uma estratégia em torno das capacidades de conexão de seus produtos quanto de suas funcionalidades individuais.
  4. Gadgets: está certo, além das grandes tendências, e os gadgets? A CES e o mundo de gadgets estão interligados. As ondas de dispositivos tendem a seguir um padrão previsível: primeiro um pouco de smartphones e, depois, uma enxurrada de smartphones. Primeiro uns pares de tablets e depois um amontoado de talets. Você entendeu, mas o truque é pescar alguns dos criadores de tendências. Eu vou creditar Dan Lyons, da ReadWrite, por me lembrar do Leap Motion. Você terá de caçar essa funcionalidade fora da CES, mas a ideia de que controles por movimento vão  virae parte de cada produto de consumo e corporativo dentro do universo digital não é de todo improvável. Negócios vão precisar começar a pensar como seus clientes vão interagir com a computação por gestos.
  5. Fim do smartphone?: É difícil de imaginar que alguns estão prevendo o fim dos smartphones ao mesmo passo em que novos serão apresentados durante a CES. No entanto, se começaremos a vestir mais de nossos dispositivos (pense nos Óculos do Google, ou Google Glasses) em vez de carregá-los em nossas mãos,  o smartphone poderia se tornar mais um adjunto do que um dispositivo primário de comunicação. Pense no pobre CIO, que agora se acostuma com as políticas de Byod, tendo que descobrir como lidar com funcionários acessando a rede corporativa através de óculos inteligentes.
  6. Software de controle: dispositivos são,  acima de qualquer forma, somente uma forma como as pessoas acessam dados. A mair história para as companhias – e uma das quais não é bem coberta pela CES – e como elas vão lidar com todo o dado chegando e respondendo de forma que as pessoas possam entender, independentemente do tipo de dispositivo que está sendo utilizado naquele momento. Como consumidores podem filtrar todo o barulho com o quais estão sendo sobrecarregados está se tornando um grande negócio. De muitas formas, a CES é um exemplo físico de um ambiente cheio de barulho, com a multidão de jornalistas e analistas tentando separar o joio do trigo em relação à importância do conteúdo. Talvez a análise de dados e ensinar organizações como criar mensagens que consigam transpassar esse barulho não esteja no futuro da CES. Mas ver o comportamento da CES pode indicar muito sobre como comunicar bem, em vez de fazer somente barulho.
  7. A próxima grande coisa: não há animal mais esquivo do que “a próxima grande coisa” da CES. Também não são poucas as empresas que clamam ter essa próxima coisa. Eu já votei em computação por gestos, mas há uma série de outras coisas que chamam a atenção, como telas flexíveis (a Samsung vai mostrar um display do tipo com 5,5 polegadas durante a CES ). O termo flexível pode fazê-lo pensar em formas diferentes de uso dos smartphones, como vestir no pulso. Apesar disso, apesar de as seções “a próxima grande coisa”, da CES, serem interessantes, tenho certeza que é bem improvável que a próxima grande coisa seja mesmo apresentada em qual sessão de painel.
  8. A Fria Sombra de Cupertino: ok, veja, a CES é engraçada, com muitas festas e tudo o mais, mas o gigante de eletrônicos de consumo não está em Las Vegas. A Apple é o ditador do jogo no espaço de eletrônicos de consumo. Iria a companhia usurpar as notícias de lá fazendo algo somente seu? Talvez. Mas apesar de ir contra tudo o que os aficionados pela marca acham, eu não considero que a empresa continue assim tão relevante sem Steve Jobs. A Apple mudou os negócios globais sem se concentrar nos negócios globais, mas sim armando funcionários com dispositivos que acabaram tomando conta da TI.
  9. Coisas chatas dominadas pela TI: pense em falar como a CES vai influenciar o ambiente corporativo sem falar sobre a Microsoft. A fabricante chegou atrasada na festa tanto do smartphone quanto do tablet. Está lá agora, mas seria tarde depois? A atuação da marca no espaço corporativo é apresentar um ambiente de negócios conectados que se expanda ao longo da sala do servidor, do desktop, do laptop do tablet e do telefone. De alguma forma, acredito que a decisão da empresa de sair de sua posição da keynote da CES muito precipitada. Uma apresentação corporativa provavelmente não caberá no evento, mas com certeza seria útil para aqueles CIOs que tentasse decidir se devem ou não apostar seu futuro na Microsoft.
  10. Além da consumerização de TI: negócios estão passando de organizações de dentro para fora para o contrário. Os negócios mais inteligentes estão coletando montes de informações de fora e usando esses dados para tomar decisões de negócios mais inteligentes. A CES representa toda a informação de fora em forma de gadgets, saúde inteligente, casa inteligente, carros inteligentes e tudo o mais que pode virar digital. O melhor papel de um executivo de negócios vagando pelos corredores da CES é pensar sobre o que acontece quando todos esses dispositivos começarem a tagarelar com as operações de negócios. Na CES, as empresas podem ver a onda de dados que está vind e, em seguida, descobrir como transformar esses dados em receita.

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