8 tendências tecnológicas para 2013

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2:10 pm - 04 de janeiro de 2013

Nada como a sensação de recomeço, por mais burocrática que seja, para fazer balanços e previsões. Com o fim de 2012 e a chegada de 2013, as previsões para o mercado de tecnologia da informação, de uma forma geral, giram em torno de algumas palavras mágicas que foram muito citadas no período que passou: cloud computing, mobilidade e Big Data.

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?Se colocarmos um gráfico de curva de adoção, são três tendências totalmente diferentes, no Brasil e no mundo, em estágio de adoção?, explicou Fernando Belfort, da Frost & Sullivan. ?O Big Data, por exemplo, está na fase inicial, onde cloud estava há dois anos?, explicou.

Desta forma, as perspectivas da companhia são de crescimento distinto, porém, retroalimentado, das tendências que compõem o tripé. ?Big Data é um conceito explorado massivamente. As empresas estão começando a entender o que é, mas ainda não se sabe o que precisa fazer. Não esperamos grandes adoções no curto prazo?, comentou.

Na visão de Belfort, mais amadurecida em termos de conceito, a tecnologia de cloud computing passa, agora, para introdução prática aos negócios. O que veremos, como consequência, é uma melhora das ofertas. Na visão da consultoria, explicou Belfort, são pouquíssimas empresas que oferecem nuvem no Brasil. ?O conceito de cloud é de elasticidade total. Seu uso é como se fosse uma utility qualquer, como fazemos com o consumo de água. O que ocorre hoje é que muitas empresas simplesmente contratam serviços de servidores virtuais?, alertou.

No que diz respeito a mobilidade, o fortalecimento, em sua visão, é maior: o processo gerou novos investimentos, em áreas mais inovadoras, que já resultam em soluções colaborativas, em um movimento fortalecido por práticas de consumerização ou traga seu próprio dispositivo (Byod, da sigla em inglês). ?Falar de mobilidade com CIO é algo muito diferente. Há muito mais clareza sobre o que ele precisa?, pontuou.

Esses movimentos terão impacto tanto no formato da tecnologia voltada ao consumidor quanto dentro da empresa. Com base nisso, coletei perspectivas de algumas companhias, mesclei com outras e o resultado foi essa lista, com oito tendências para 2013. Colabore com a sua opinião:

 

  1. Convergência: na visão de Luiz Guilherme Roncato, que assumiu recentemente a vice-presidência de Convergência e Soluções da Morpho para a América Latina, as facilidades trazidas pela tecnologia e mobilidade gerarão produtos cada vez mais convergentes.  Em sua análise, as TVs digitais serão um hub importante neste contexto.  ?Começaremos a ter serviços no mundo TV digital que hoje não temos, como shopping, bancos e agências de viagens. Cada vez mais os canais serão múltiplos?, ponderou.

  2. Biometria: com múltiplas ofertas de canais de acesso e a necessidade de segurança como foco cada vez maior, a tecnologia de biometria irá se popularizar em um âmbito de proteção. Desta forma, as chances de invasão serão cada vez mais difíceis. ?Essa tecnologia já está sendo usada por alguns bancos em caixas eletrônicos?, lembrou Roncato.

  3. Naturalidade da tecnologia: citando o caso da Ericsson, que patenteou tecnologia de transmissão de dados pelo corpo humano, Roncato considera que a tendência é de cada vez mais naturalidade na transmissão e recepção de informações pelo ser humano. ?Os dispositivos, hoje, são meramente um canal?, ponderou. Essa naturalidade de uso pode ser definida bem, em um contexto mais próximo da realidade atual, com as perspectivas de Steve Long, presidente e diretor geral da Intel América Latina. Segundo Long, a grande tendência para 2013 é a universalização das novas interfaces em especial tecnologias de toque, reconhecimento de gestos e sensores. Os dispositivos que contam com estas tecnologias, em sua visão, vão se destacar se tornar muito presentes na vida das pessoas.

  4. Flash: na visão da Hitachi Data Systemns e da NetApp, o ano de 2013 verá a introdução de controladoras flash com processadores avançados, ?desenvolvidos especificamente para sistemas de armazenamento corporativos, aumentando a durabilidade, o desempenho e a capacidade da memória flash?, explicou Hu Yoshida, vice-presidente e CTO da Hitachi Data System. De acordo com Jay Kidd, CTO e vice-presidente sênior da NetApp, a tecnologia Flash deverá ser amplamente adotada para acelerar a caga de trabalho em servidores virtualizados nas transações online ( OLTP) ou em serviços de arquivo. As organizações continuarão integrando em todas as arquiteturas de armazenamento a tecnologia de matriz All-Flash.
  5. Sistemas de arquivos maiores: o crescimento dos dados não estruturados exigirá sistemas de arquivo maiores e mais escaláveis. Os sistemas de arquivo convencionais precisarão ser substituídos por sistemas de arquivo baseados em objetos para atender essa crescente demanda, ponderou Yoshida.
  6. Processamento em memória: apenas algumas tecnologias estão preparadas para ter efeito muito significativo sobre o ambiente “computação de memória”, explicou a NetApp. Com o aumento excessivo dos dados, essa capacidade de processamento dos dados em camadas mais superficiais dos servidores são, portanto, uma necessidade.
  7. Infraestrutura definida por software se converterá em algo tangível: os servidores virtualizados, armazenamento em cluster e redes definida por software ganharão mais espaço para aumentar a agilidade dos centros de dados. O ano de 2013 será decisivo para esse tipo de projeto, de acordo com Kidd.
  8. Impressão 3D: esta é mais por minha conta. Segundo Patrick Williams, vice-presidente sênior para mercados emergentes da Autodesk, explica que o único grande impeditivo da tecnologia de impressão em 3D é a limitação de material. ?Um exemplo: estava em uma feira e uma empresa de sapato e eles imprimiam modelos lindos. Mas os pares pesavam como um tijolo. Então, o que realmente vai mudar o jogo do mercado de impressoras 3D é o uso dos materiais para tipos diferentes de produtos?, ponderou. Mesmo que isso não seja desvendado em 2013, será um grande item de transformação da indústria de tecnologia, e também produtiva, ao longo de 2013 e dos anos seguintes. Fica a dúvida: depois que a limitação do material acabar, será que surgirá outra? Aposto no lobby das indústrias, que movimentam a economia de todo o mundo e que sofreriam com perda de receita e demissões em massa caso suas linhas fossem substituídas por impressoras de terceira dimensão.

 

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