A Microsoft realmente precisa fazer seu próprio hardware?

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11:22 am - 12 de dezembro de 2012

Steve Ballmer diz que a Microsoft está considerando seriamente a produção de outros hardwares com sua marca. Parece que mesmo com a velha guarda da Dell, Toshiba, Sony e HP, e a nova era, com Samsung, Lenovo, LG e Asus, e todas as demais manufaturas sem marca, a companhia simplesmente não consegue encontrar um parceiro de design confiável.

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Sera que demos uma volta de 360 graus e chegamos ao nível que estávamos 50 anos atrás, onde hardware e software estavam intrinsecamente interligados e necessariamente providenciados pela mesma companhia?

Vendo as ações de umas das principais produtoras de software do mundo, você conseguiria facilmente chegar a essa conclusão. A Microsoft agora produz o tablet Surface, e criou o Xbox já há alguns anos. O Google comprou a divisão de hardware da Motorola, provavelmente por seu portfólio de patente, mas também para fazer os seus Droids de acordo com a preferência dos usuários. O Google também produziu o Chromebook. Até mesmo a Oracle teve de ter sua própria divisão de hardware, apesar de o desempenho da Sun não ser o principalmente motivador do movimento do mercado. Seu jogo é de máquinas com propósito de criação, tais como Exadata e Exalogic.

Por enquanto, ponha de lado a questão se as Oracles do mundo estão tomando a decisão e foco certos na tendência de relação com usuários finais. Esses movimentos começaram como uma inveja da Apple. Depois de tudo, se a Microsoft trabalha com parceiros como Intel ou ARM para criar designs de referência, seria difícil de acreditar que fabricantes não ajudariam a fazer protótipos.

Microsoft, Intel e responsáveis por sistema em geral colaboraram com bons efeitos no passado. Ultrabooks são os principais exemplos: apesar de não serem revolucionários, endereçam a maioria dos problemas que usuários tinham com laptops, como a vida de bateria, peso e tempo de boot. Eles representam a melhor reformulação da última geração de notebooks e netbooks. A Intel produziu os designs de referência, e alguns meses depois os sistemas apareceram originados de uma série de fabricantes.

Então, qual é o problema da Microsoft com esse modelo? O maior deles é que não é a mesma forma como a Apple faz as coisas, e os preços de ações da rival foram superiores aos seus de forma consistente. Não é que os produtos de Redmond não são bons os suficientes e que uma melhor integração é a resposta. O problema é que eles não são bons o suficiente para tomar o lugar de produtos intrinsecamente ligados a ecossistemas de investimentos, o que podemos nomear como iTunes e App Store. Sem o fundamental valor agregado, os tablets da Microsoft correm o risco de seguir o caminho do Zune (music player lançado para competir com o iPod). E o motivo de eu nunca tê-lo experimentado é que possuo um investimento no iTunes e conheço a interface para ele no iPod, iPhone e iPad.

Qual é o principal valor agregado de Redmond? Para negócios, talvez seja a compatibilidade com o Office. Para consumidores, não tenho ideia – com o Xbox, talvez? Essa dinâmica Microsoft-Apple me lembra  a quebra de paradigma do Ford com o Mustang. A Chevy foi uma das primeiras seguidoras, com o Camaro, e ambas tiveram grandes vendas. A Dodge fez o Dart e o Charger, ambos carros ótimos tecnicamente, mas que nunca engrenaram no mercado. A Microsoft parece estar nessa terceira posição com a estratégia. É melhor que tenha algo mais importante do que sua tecnologia Metro para conseguir competir, independentemente de que faz o hardware.

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