Microsoft apresenta “cara” do Windows 8; relembre a trajetória

A Microsoft lança oficialmente na sexta-feira (26/10) o Windows 8, que promete ser a maior revolução no sistema operacional da companhia desde a chegada do Windows 95. Como a apresentação será mundial, a companhia realizará em São Paulo, na quinta-feira (25/10), um evento para jornalistas brasileiros, afim de mostrar a cara do novo sistema.
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Desde junho de 2010, quando blogueiros italianos publicaram as primeiras informações do que seria a nova plataforma da empresa, muita coisa aconteceu. Mas a estratégia da companhia é clara: adaptar-se à era Pós-PC, que é dominada atualmente por Apple, com seu iOS, e pelo Google, com o Android.
O sucesso no mercado de computadores – a companhia detém mais de ser 90% do mercado de PCs ao redor do mundo – não é suficiente para garantir um bom posicionamento no universo móvel. Será esta a grande virada da Microsoft?
Não podemos esquecer do fracasso com o Windows Mobile em seu histórico, como lembrou em entrevista concedida recentemente ao IT Web, Gadi Mazor, presidente da Nobex Technologies Inc, que tem cerca de 15 anos de experiência no mercado de desenvolvimento móvel. “Eu lembro em 2003, havia um vasto consenso entre analistas que a RIM perderia Mercado em seis meses por causa… do lançamento do Windows Mobile 5. Parece engraçado hoje, não?”, comentou.
Claro que uma coisa é um intento para smartphone há quase dez anos e, outra, um sistema operacional móvel mais abrangente, que mira tablets e computadores em geral. Durante a Computex 2012, segunda maior feira de tecnologia produzida em Taipei, Taiwan, foi passado o seguinte recado: este é o ano dos ultrabooks com tela sensível, híbridos de tablet e PC e com Windows 8. As principais fabricantes do mundo ostentavam dispositivos com o sistema operacional em seus estandes. Já o Android era visto massivamente e com destaque na área do pavilhão de Nangang, destinado à produção chinesa, em sua maioria sem marca definida, com tablets ao preço médio de US$ 60.
Atualmente, a Microsoft possui uma aproximação diferente no que diz respeito a sistemas operacionais. Enquanto os principais concorrentes – iOS, da Apple, e Android, do Google – fornecem plataformas que rodam em smartphones e tablets, a companhia programou o Windows 8 para estar disponível em PCs e tablets. Do outro lado, smartphones são atendidos pelo Windows Phone.
A ideia é que o usuário tenha um ambiente híbrido, no qual possa interagir em um desktop e em interfaces sensíveis ao toque, com a Modern UI (ou separação de conteúdo por blocos, ou Tiles, que por muito tempo foi chamada de Metro).
Contudo, a incompatibilidade entre aplicações e drives de chips com arquitetura ARM e x86 é vista como um problema em potencial para a empresa. Especialmente porque ao lançar o processador com base em x86 para smartphones no Brasil, a Intel afirmou que não tinha interesse em fazer um produto semelhante para Windows. No lançamento, feito em outubro deste ano, o sistema operacional escolhido foi o Android, e a fabricante parceira, a Motorola Mobility.
Versões
Então vamos lá. A que tudo indica, serão quatro versões do produto: Windows RT, voltado para processadores com base em ARM (muito foco em tablets, portanto), o Windows 8 Enterprise, Windows 8 convencional e Windows 8 Pro.
“Para muitos consumidores, o Windows 8 será a melhor opção. Incluirá todas as funcionalidades, além de atualização do Windows Explorer, Task Manager, melhor suporte a multimonitor e a habilidade de trocar de língua durante o uso, que estava antes disponível em edições Enterprise/Ultimate. Para China e poucos países emergentes selecionados, será oferecida uma edição com apenas uma linguagem”, informou recentemente um post no blog da empresa. Já a versão Pro é desenhada para auxiliar profissionais técnicos, com a inclusão das funcionalidades do Windows 8, além de criptografia, virtualização, gestão do PC e domínio de conectividade.
Segundo a companhia, a diferença entre as versões “Pro” do Windows 8 e a “Enterprise Edition” é que a última poderá ser iniciada a partir de um drive USB com Windows to Go, de modo que os funcionários poderão usar a interface e os sistemas do escritório em qualquer um dos seus próprios computadores.
O preço de varejo do produto está estimado em R$ 269, mas algumas redes brasileiras começam a oferecer a suíte com descontos, em torno de R$ 215.
Segundo entrevista concedida por Fernando Belfort em março deste ano, o Windows 8 é a quarta – e última – grande plataforma a figurar no mercado móvel. Agora, vemos mais de perto o que a Research in Motion pretende com sua plataforma BlackBerry 10, que promete ser um grande competidor, também na era pós-PC, com os dispositivos iOS e Android.
Não podemos esquecer que é por conta do Windows 8 que a Microsoft apresentou sua investida no mercado de hardware com os tablets Surface com as versões Pro (baseada em x86) e RT (ARM).
O que vai acontecer depende da aceitação do mercado. É preciso entender se uma facilidade de integração conseguirá conquistar o usuário corporativo, que agora leva seus dispositivos móveis pessoais para a empresa, ou se o mercado iOS e Android já está consolidado. Este resultado, concordam analistas, ditará o futuro da Microsoft.
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