iPad Mini: 8 coisas que queremos ver no novo tablet

Algumas semanas após a revelação do iPhone – que se deu em 15 de setembro – a Apple prepara outro evento: este ocorrerá na terça-feira (23/10), no California Theater, em São José (EUA). O convite mantém a tradição da empresa em revelar pouco sobre seus novos produtos antes da apresentação em si. Neste caso, lê-se na mensagem concisa: “Temos um pouco a mais para mostrar a vocês”.
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Bem, não há razão para decifrar o convite e descobrir mensagens veladas. Após meses de rumores sobre um iPad menor – que a imprensa já chama de “iPad Mini” – há poucas dúvidas sobre a razão do evento, um projeto para competir na categoria de sete polegadas. As novas atualizações na área incluem o Amazon Kindle Fire HD, Barner and Noble Nook HD (chega às lojas em 1 de novembro) e o Google Nexus 7.
A empresa tem grandes esperanças com o iPad Mini, um voto de confiança que não é surpreendente, dado o sucesso que as três primeiras gerações do iPad tiveram, cada uma com uma tela de 9,7 polegadas, que é maior do que a tela de 7.85 polegadas que os rumores dizem que o Mini terá. No terceiro trimestre fiscal de 2012 da empresa (que terminou em 30 de junho), a Apple vendeu 17 milhões de iPads, 84% a mais do que o trimestre de um ano atrás. E segundo relatório desse mês, tanto do DigiTimes quanto do The Wall Street Journal, a empresa encomendou 10 milhões de telas para o iPad Mini, uma grande indicação de que espera que o aparelho seja um hit de vendas no final do ano.
A empresa tinha que entrar no mercado dos tablets menores. Segundo uma pesquisa recente em uso de dispositivos móveis feita pelo Project for Excellence in Journalism ante The economista Group, da Pew Research Center, a parcela da Apple do mercado de tablets caiu significativamente, de 81% em 2011, para 52% em 2012. Os aparelhos Android, no momento, têm os outros 48% do mercado – uma contagem que inclui o Kindle Fire, com 21% da parcela total. Com metade do mercado de tabletes e ótimas vendas para o iPad, a empresa não tem razão para entrar em pânico. É importante também levar em conta que outros estudos dão à Apple uma parcela maior nas vendas de tablet pelo mundo – 68%, segundo o da empresa de pesquisa IDC.
Mas a crescente popularidade dos tablets menores e mais baratos do Android é uma tendência que a Apple não pode ignorar, e o iminente lançamento do iPad Mini mostra que a empresa está ciente disso. Veja os oito recurso que gostaríamos de ver no novo produto:
- Retina Display: A tela Retina já é um item comum nos dispositivos da Apple. (o termo é a linguagem da Apple para uma tela com densidade de pixels alta o suficiente para que seus olhos não consiga distinguir pixels individuais a uma distância média.) O iPhone 4, 4S e 5 já a possuem, bem como a quinta geração do iPod touch, a versão de ponta do Macbook Pro de 15 polegadas e, claro, a terceira geração do iPad. Há também rumores de que a empresa irá lançar um MacBook Pro de 13 polegadas com tela Retina no dia 23 de outubro. Infelizmente, o iPad Mini pode ser limitado à resolução de 1024 x 768 pixel , igual aos iPads da primeira e segunda gerações, uma característica que facilitaria muito a vida dos desenvolvedores do iOS. A tela de 2048 pixels por 1536 pixels da terceira geração de iPas tem duas vezes mais resolução que a dos seu predecessores, e usa de duplicação de pixels para manter as capacidades dos aplicativos com menos capacidade.
- Opção LTE: a opção pelo serviço 4G LTE ajudaria a destacar o iPad Mini dos outros aparelhos de sete polegadas – especialmente o Kindle Fire HD, Google Nexus 7 e Barnes & Noble Nook HD – que têm apenas a opção de Wi-Fi. A conectividade via celular tem seus prós e contras. Nos prós, melhora os recursos do iOS como a interação de voz Siri, direções passo a passo, já que nenhuma das duas pode ser usada sem o acesso à internet. Já que o iPad de terceira geração oferece LTE, seria uma surpresa se o Mini não tivesse essa função. Do ponto de vista de custo para o consumidor, a conectividade por celular traz um aumento – atualmente, US$130 a mais pelo modelo com a função – bem como um serviço de taxa mensal de US$15 a US$50 cobrado pelas operadoras dos Estados Unidos, AT&T ou Verizon.
- Vida útil da bateria: ao desmontar o iPad e tirar sua bateria, o aparelho perde quase todo seu peso. A bateria recarregável de polímero de lítio de 42,5 watts por hora no iPad de terceira geração é uma grande melhoria quando comparada com a bateria de 25 watts por hora encontrada no iPad 2. Ambos os modelos oferecem até dez horas de uso antes da recarga. (Os modelos mais novos precisam de bateria maiores para dar potência aos seus processadores A5X, tela Retina e rede opcional wireless LTE – e ainda assim chega ao objetivo de dez horas da Apple). O Google Nexus 7 tem vida útil de nove a dez horas, enquanto o Amazon Kindle Fire HD promete até 11 horas de uso. O iPad Mini será melhor do que eles? Uma vida útil de bateria melhorada seria um grande atrativo para as vendas, particularmente se a Apple seguir suas tradições de precificação com o Mini.
- Exterior não escorregadio: o exterior de alumínio e vidro do iPad foi feito para impressionar. Mas o iPad é muito escorregadio, particularmente para usuários desastrados. O Google e sua parceira fabricante, a Asus, criaram uma solução inteligente para o Nexus 7: um painel texturizado que não escorrega. Claro que a Apple não decairia no uso de materiais e passaria a usar plástico para o iPad Mini, mas algo mais ergonômico do que metal seria uma mudança bem-vinda, particularmente para um dispositivo tão pequeno.
- Dois alto-falantes: o iPad tem um alto-falante posicionado à esquerda da entrada do conector (quando o dispositivo está virado para baixo). Dois alto-falantes no iPad Mini seriam muito bem-vindos, já que os tablets de sete polegadas que competirão com o aparelho – Kindle Fire HD e Nook HD – têm dois alto-falantes estéreos.
- O mais leve da classe: é quase impossível não ver as fotos dos aparelhos que dizem ser o iPad Mini, que estão aparecendo há semanas na internet. Mas é difícil saber o peso preciso tendo essas imagens como base, algumas das quais parecem bem reais. A Apple fez do baixo peso e espessura do iPhone 5 o destaque para sua campanha de marketing, mas conseguirá manter o mesmo com o iPad Mini? Claro que quanto mais leve melhor, especialmente para dispositivos móveis, e os competidores da categoria são superleves: o Nook HD terá 315 gramas; o Google Nexus tem 340 gramas; e o Kindle Fire HD tem 394 gramas. Se as notícias sobre o aparelho novo da Apple forem verdadeiras, ele será o mais leve da classe.
- Preço competitivo: a empresa não tem interesse em se tornar uma líder em preço baixo, e sua estratégia de valor de marca já provou seu sucesso durante os anos. Mas dado aos preços agressivos de alguns de seus competidores, ela terá que ter cuidado para não elevar muito o preço do iPad Mini. Uma cópia de tela que vazou na semana passada, provavelmente de um sistema de inventários usado por operadoras de celular e fornecedores de aparelhos na Europa e Ásia, sugere que o Mini custará o equivalente a US$ 320 para o modelo com conectividade Wi-Fi com 8G de armazenamento. O preço sobe para US$ 840 por um modelo de 64GB, com Wi-Fi e conectividade celular, mas nada é oficial. Em comparação, o bem equipado Kindle Fire HD de 16GB, tem o preço inicial de US$ 199 com “ofertas especiais” (anúncios), ou US$ 214 sem eles. Apesar de ser difícil que a empresa lance um aparelho a US$ 199, um modelo com o preço inicial de US$ 249 (8GB, com Wi-Fi), seria mais agradável do que os US$ 320.
- Dispositivo Origami: não há evidência alguma de que a empresa esteja trabalhando em um iPad dobrável, mas sempre é bom sonhar. O tablet conceito Flexbook, de Hao-Chun Huans, designer com base em Taiwan, dobre-se de várias formas, vem com um teclado acoplado (também dobrável), e tem um tela de 21:9 que se dobra em 180 graus. Está bem, acho que só veremos isso em dez anos – ou mais. Mas com suas cores brilhantes e teclado achatado, o Flexbook tem mais em comum com o Microsoft Surface do que o iPad.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web – Revisão: Adriele Marchesini
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