Dispositivos conectados à internet serão 9,6 bilhões neste ano

A base de dispositivos conectados à internet vai atingir 9,6 bilhões ao final de 2012. Conforme pesquisa da IMS Research, este número representa um crescimento de 20% sobre os 8 bilhões de 2011. Isso em um cenário que a economia mundial, de acordo com perspectivas do início do ano da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), irá se mover apenas 2,3%, tomando como referência as mesmas bases comparativas.
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“A companhia acredita que a terceira onda de crescimento dos dispositivos conectados está acelerando, e isso irá direcionar a um ambiente com muito mais dispositivos conectados até 2020, totalizando 28 bilhões ao final daquele ano”, disse o material encaminhado à imprensa.
De acordo com Bill Morelli, diretor associado da IMS Research, “há um número de direcionamentos-chave por trás do crescimento para fazer com que mais dispositivos sejam conectados à internet”. “Isso inclui avanços impressionantes em tecnologia de processamento, especialmente daqueles com baixo consumo de energia, que serão essenciais para muitos dispositivos industriais que ainda não são conectados. A maior parte desse equipamento não tem acesso pronto à energia e precisará permanecer ligado em baterias”, pontuou no documento de divulgação do estudo.
Há outros norteadores que devem auxiliar o crescimento da conexão à web. O primeiro é a transição do procolo de internet IPv4 para o IPv6, que aumenta o número de enredeços IPs existentes. O IPv4 tem cerca de 4,3 bilhões de endereços únicos, muito dos quais já estão esgotados. Como comparação, o protocolo IPv6 é capaz de suportar um número muito maior, o que é muito importante quando consideramos aplicações contruídas para automatização ou rede industrial, que pode precisar de centenas de milhares por fábrica. Com IPv6, serão 340 decilhões de combinações.
O segundo motivo é a entrega agressiva da próxima geração de redes celulares. Para dispositivos de consumo como tablets e laptops, redes de maior velocidade são críticas, já que um streaming rico de vídeo consome muita banda. Quando se considera o potencial de serviços e aplicações baseados em nuvem, a capacidade de redes LTE são um driver importante.
