Chega ao Brasil Motorola Razr i, primeiro smartphone com chip Intel

O primeiro smartphone do Brasil com um processador Intel foi apresentado na noite da última quinta-feira (04/10), em evento realizado para jornalistas em São Paulo, capital. O Motorola Razr i traz a arquitetura x86, com velocidade de 2 GHz, tecnologia NFC (Near Field Communication), e um processamento do tipo PC sem comprometer a bateria, que dura cerca de 20 horas em uso, o que representa 40% a mais que a média de hoje. O preço sugerido é de R$ 1.299.
O produto já está disponível a partir desta sexta-feira (05/10) ? que não pode ser esquecido como o aniversário de um ano da morte de Steve Jobs, CEO da Apple ? ?nas principais redes varejistas e em planos com todas as operadoras?.
Como escrevi em meu Facebook durante a coletiva, em um primeiro momento, fica difícil pensar que um smartphone que custa R$ 1.299 tem um preço em conta. Mas quando se leva em consideração tudo o que vai nele – o processador Intel (primeiro do Brasil e da América Latina), tela super Amoled de 4,3 polegadas, e a versão mais recente do Android, o 4.0 ou Ice Cream Sandwich, o custo-benefício melhora – e muito. Ainda mais quando lembramos que o Galaxy SIII e o iPhone 5 (este último que ainda não chegou aqui) não saem por muito menos do que R$ 2 mil.
A promessa é de atualização para a versão 4.1, Jelly Bean (que tem o software de inteligência artificial Google Now, como a Siri do iPhone), até o fim deste ano. ?Este lançamento é feito junto com o da Europa?, contou Buniac.
A Intel anunciou sua intenção de entrar no mercado de smartphones durante a Consumer Electronics Show (CES), realizada em janeiro deste ano, em Las Vegas. Desde então, já foram apresentados modelos na China, com a Lenovo (modelo Android K800), na Índia, com a Lava (modelo Xolo) e na Europa, com a Orange (modelo Santa Clara) e mais recentemente com a Motorola (o mesmo Razr). O ponto em comum, além do processador, é o sistema operacional Android. ?Não temos a intenção de migrar para outros sistemas operacionais?, garantiu o diretor geral para a América Latina da Intel, Steve Long, quando questionado por jornalistas sobre uma possível parceria com outras fabricantes, como a Microsoft e seu Windows 8.
Logo após foram liberados testes nos aparelhos, e realmente a resposta ao toque e a manutenção de aplicações abertas sem comprometimento da performance foram comprovadas. ?Esta parceria tinha como objetivo velocidade e performance, sem sacrifício de bateria. Hoje, você já espera experiência do computador nos dispositivos pequenos, como smartphones, com uma interface intuitiva e experiência de mídia rica, em um ecossistema seguro?, detalhou Long. A tecnologia para a feitura de chips é a mais recente da companhia, de 32 nanômetros.?Conseguimos um desempenho melhor do que os dual-core de hoje?, disse, referindo-se aos processadores móveis com base em ARM.
Quando questionado sobre o porquê da demora em entrar no mercado de dispositivos móveis, Long foi direto: a Intel simplesmente não estava preparada. ?Não foi demorado, foi uma jornada. Olhamos este mercado por muito tempo. Nossos produtos tinham de estar prontos. Este produto foi desenvolvido especificamente para o mercado móvel, com a ideia de consumo de bateria em mente. Nossa marca é conhecido por qualidade e confiança, não lançaríamos até que estivéssemos prontos e enquanto não tivéssemos o parceiro correto?, finalizou.
