Touchscreen traz desafios para desenvolvimento de sites

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8:35 am - 06 de agosto de 2012

A tecnologia touchscreen  – introduzida pelos smartphones e tablets e que tende a ganhar mais força com a chegada de ultrabooks com tela sensível ao toque, a partir do fim de 2012 – traz um importante desafio para desenvolvedores de websites. É preciso, segundo  Larry S. Freed, presidente e CEO da ForeSee, pensar em ambientes que sejam amigáveis independentemente do tipo de acesso e interação. “O HTML5 vai ser a forma mais popular de desenvolver sites nos próximos anos”, comentou o executivo, que trouxe a empresa norte-americana ao Brasil no último mês, após dez anos oferecendo avaliação da experiência de usuários online nos Estados Unidos.

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O Windows 8 é citado como grande impulsionador por ser o primeiro sistema operacional voltado para PCs que tem sua interface adaptada ao conceito touch, por meio da interface de usuário Metro, organizada em Tiles (ou blocos). Já a morte da tela convencional foi preconizada, entre tantos outros eventos, na Computex 2012, segunda maior feira de tecnologia do mundo que tomou corpo em Taipei, Taiwan, em junho deste ano. Tendências apontadas na feira indicam que não somente por causa do Windows 8, mas por uma evolução do próprio mercado, este é o futuro da interação humana com a computação.

Demonstração: veja como funciona um ultrabook com tela touch e Windows 8

Em Foco: conheça a interface Metro, do Windows 8

Como a palavra de ordem é interatividade, não faz muito sentido interagir com o computador apenas por meio do teclado e do mouse. O futuro da tecnologia é touch. As telas dos ultrabooks  e computadores híbridos são naturalmente sensíveis ao toque, para dar conta do uso quando o produto é convertido em um tablet, mas a experiência que isso traz faz com que o usuário mude sua forma de viver com a tecnologia.  Inclusive, também durante a Computex, a Microsoft apresentou um protótipo da Corning, produtora do Gorilla Glass, de um vidro flexível. Outra tela conceito, desta vez produzida pela Sharp, aceitava comandos de lápis convencionais, sem prejuízo.

“O grande desafio é como o desenvolver  um site que responda bem tanto a comandos de teclado e mouse quanto de dedos”,  concordou o executivo norte-americano. “Existe um conceito chamado de Responsive Web Design, que é muito bom, mas não tem a resposta final: o que ele faz é aconselhar o desenvolvedor a criar um site sabendo que ele será visualizado em diferentes tamanhos de telas, funcionando bem em qualquer uma delas, muitas vezes com o conceito de HTML5”, contextualizou.

O Responsive Web Design (RWD) indica que um site deve ser trabalhado para usar as media queries do Cascading Style Sheets 3 (CSS 3), permitindo reconfiguração de tamanho e rolagem. “Mas tem todo o problema de designação de plataforma no caso de aplicativos nativos”, introduziu o executivo, alegando que quando se pensa no desenvolvimento de sites, a primeira coisa que se vem em mente é o navegador utilizado e possíveis tamanhos de telas para configuração. Contudo, mais do que isso, está o uso de aplicações nativas, em detrimento à navegação web, para diferentes tipos de sistemas operacionais móveis.

Indiscutível fim do Flash

Um conselho do executivo é abandonar de vez o uso do Adobe Flash e apostar em tecnologias mais adaptáveis, como o próprio HTML5. “Até mesmo a Adobe esta desistindo dele em dispositivos móveis. A Apple ganhou essa briga. Se você criar um site, se você tem dinheiro e tempo, não use Flash”, cravou. Vale lembrar que a Adobe anunciou a morte do plug-in Flash para dispositivos móveis em novembro de 2011.

Mas o HTML5 consegue trazer todas as experiências de usuário promovidas pelo Flash? Freed é direto: não. “ Quando você usa o HTML5, você perde algumas funcionalidades se levar em consideração aplicativos criados para aquela plataforma específica. Mas acredito que o HTML5 está migrando para um uso melhor, especialmente em smartphones, mas aplicativos ainda são mais amigáveis.”

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