Com 10 mil produtos, Eletrolar começa com aposta em Smart TVs

Com investimentos superiores a R$ 7 milhões, começa nesta terça-feira (03/07), em São Paulo a Eletrolar Show. A sétima edição da feira, que abrange os setores de eletroportáteis, linha branca e linha marrom, expõe mais de dez mil produtos e carrega nas entrelinhas algo que se parece com um prenúncio de um futuro cinematográfico.
Claro que as expectativas dos fabricantes em eventos como este vislumbram um mundo onde a tecnologia trabalha a serviço do bem estar das pessoas. E os números do setor começam a corroborar a ideia. De um ano para cá, o mercado de televisores com conexão à internet, do tipo Smart TV, deu um salto consistente. Os equipamentos, que até o ano passado representaram 20% das vendas totais de televisores, este ano devem atingir a fatia de 35%.
Lourival Kiçula, presidente da Eletros, vê com bastante otimismo o avanço do mercado nacional, tanto no que se refere à apresentação de novas tecnologias, quanto ao crescimento nas vendas baseado em incentivos fiscais e em novidades propriamente ditas. O executivo apresenta as expectativas do setor de televisores e afirma que para este ano, as vendas devem passar da casa dos 15 milhões de unidades, contra pouco mais de 14 milhões no ano passado.
A comercialização de TVs representa um recorde, mas o que pode ser lido por trás dos números é um avanço nítido no consumo de produtos de tecnologia, uma vez que a camada de equipamentos convencionais tem reduzido ano a ano. Adicionalmente, chegam conceitos ao mercado nacional que sugerem uma relação mais direta com estes equipamentos, como uma das novidades para este ano: uma televisão que traz uma micro TV no controle remoto.
“É um produto para alguém que não quer perder nenhum lance do que está assistindo, quando vai ao banheiro ou atender à porta”, comenta Kiçula. “A TV digital é o grande show deste mercado. Este ano teremos ainda TVs controladas por gestos. Em uma quantidade pequena ainda, mas é uma tecnologia que está chegando.”
Dados econômicos como a flutuação do dólar não devem ser muito inibidores desta expectativa de crescimento no consumo, que ainda prevê alta de 10% nos produtos de linha branca e 5% entre os eletroportáteis. Kiçula afirma que os mais afetados pela queda do dólar são os portáteis, em função do nível de importação. Na linha branca o impacto é menor, e entre os equipamentos de imagem, som e TV (linha marrom) não se espera nenhum reflexo.
A conectividade de eletrodomésticos, como aquelas geladeiras que fazem tudo, há tanto tempo anunciadas, ainda não deve ser a grande onda no País. Apesar da reconhecida importância de mercado destes equipamentos, além de ser um nicho de expansão da transmissão de dados, o preço dos equipamentos ainda não viabiliza no mercado nacional.
“O futuro dos produtos é a conectividade”, afirma Carlos Clur, diretor da Eletrolar Show. “Nós vemos o acesso à internet ganhar muito mais espaço após a chegada dos smartphones. A tendência é que isso se espalhe gradativamente para os outros equipamentos.”
A Eletrolar Show vai até o dia 6 de Julho, no espaço do Expocenter Transamérica, em São Paulo.
