Tecnologia adotada no Brasil retarda chegada do 4G, diz Huawei

A faixa de 2,6 GHz adotada pelo Brasil para receber as redes 4G pode retardar a chegada da tecnologia no País. A constatação foi feita na apresentação do Balanço Huawei de Banda Larga, desenvolvido pela fabricante em parceria com a Teleco, na terça-feira (20/03). Esse problema ocorre porque essa faixa de frequência, segundo especialistas, xije alto investimento em infraestrutura, pois demanda 65 dispositivos LTE FDD e 41 LTE TDD.
Marcelo Mota, diretor de marketing da Huawei, explicou que para cobrir a Avenida Paulista (São Paulo, capital), que equivale a uma área de sete quilômetros quadrados, utilizando a faixa 2,6 GHz, seriam necessárias 40 estações de rádio, enquanto que para cobrir a mesma área na faixa de 700MHz – modelo de 4G adotado pelos Estados Unidos e Europa – seriam necessárias apenas cinco estações de rádio.
Além dos altos investimentos em infraestrutura demandados, as operadoras demorarão mais para ver a rentabilização dessas linhas. Ainda utilizando como exemplo o caso da Avenida Paulista, Mota explicou que das 40 estações de rádio construídas para realizar a cobertura do local, apenas 12 seriam rentabilizadas até 2015, o que faz com que as outras 28 sirvam apenas para manter o serviço funcionando – ou seja, sem gerar lucros.
Já para LTE em 700 MHz, as companhias também rentabilizariam em 12 servidores e por isso teriam de ampliar a sua rede. Assim, todas as estações de rádio em LTE 700 MHz seriam rentabilizadas e não gerariam mais gastos para as operadoras.
Mota conclui que pelo fato de ser uma frequência alta, as operadoras terão que fazer altos investimentos em infraestrutura. Parte desses será repassada para os consumidores deixando a tecnologia ainda mais cara para o bolso do cliente.
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