Microsoft Visual Studio 11 deixa o Metro real; conheça a plataforma

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12:51 pm - 06 de março de 2012

Há pouco tempo, em um webcast, Jason Zander vice-presidente corporativo da Visual Studio, falou um pouco sobre o beta Visual Studio 11 (VS11) e o .Net 4.5. A empresa está usando o código internamente e lançou em 29 de fevereiro um beta ‘live’ – o que significa que as empresas podem construir e montar projetos com o VS 11 com suporte fornecido pela Microsoft.

Para os desenvolvedores que planejam usar o Metro, essa á uma boa hora para se familiarizar.

Outros desenvolvimentos interessantes apresentados no webcast incluem o apoio de metodologia de gerenciamento, em especial o CMMI, e o fato de que o IntelliTrace pode ser usado em um ambiente de produção para rastrear falhas. Em demonstrações, o programa se saiu bem e mostrou melhorias ao evitar que desenvolvedores de perder o contexto enquanto realiza a programação. Quanto à gestão, Team Foundation Server tem suporte ágil por meio do Scrum. De fato, Zander afirmou que 90% de sua equipe usa esse serviço.

A Microsoft afirma que construiu o VS 11 com três pilares em mente: criar apps  modernos, tanto de consumo quanto corporativos, simplificar os ambientes de desenvolvimento com ferramentas poderosas e dar às equipes grandes a habilidade de colaborar em todos os pontos de ciclo de vida do software. Vamos analisar cada um deles:

  1. Criando apps modernos

Duas tendências ajudaram a moldar o VS 11: consumidores têm inúmeros dispositivos digitais e querem compartilhar dados entre eles. Por meio da Azure – serviço de computação em nuvem da Microsoft – os desenvolvedores podem fornecer ganchos para ajudar os usuários a compartilharem dados. O live beta permitirá que os desenvolvedores criem apps Metro para Windows 7 e dispositivos móveis Windows.

 

2. Simplificando o ambiente de desenvolvimento com ferramentas poderosas

Percebi algumas coisas no IDE (integrated drive electronics). A interface foi simplificada consideravelmente ao remover a barra de ferramentas e minimizar o uso de gradientes (grau de aumento ou diminuição). Minimizar gradientes? Por que os vice-presidentes da empresa mencionariam isso? É outro exemplo do foco na racionalização, eliminando distrações.

Seguindo essa linha, durante o webcast, a empresa demonstrou novos recursos de busca e de suspensão e como o Object Explorer é incorporado dentro do Solution Explorer. Uma barra de ferramentas simplificada integrada a ele  permite que os desenvolvedores buscarem por todo o espaço de trabalho. O programa realmente precisava de um novo utilitário de pesquisa. A ferramenta de suspensão permite que o programador salve as características atuais do projeto, mude para uma nova tarefa e posteriormente recarregue todas as janela e configurações do projeto anterior.

Novamente, essas são características que simplificam a experiência de usuário, permitindo aos desenvolvedores se focarem no código.

Talvez o destaque para os desenvolvedores seja a capacidade de usar o IntelliTrace no ambiente de produção. O recurso é uma ferramenta de depuração que permite aos desenvolvedores enxergarem o estado de um programa após ele travar. Ele funciona por meio da criação de um arquivo de log buffer, que pode ser rastreado com o VS 11. Claro que o log vem com um preço: o rastreamento pode diminuir a execução de 5% a 10% (Zander afirmou que com ele a diminuição chegou perto dos 5%). Mesmo com 10%, é um preço baixo a pagar para encontrar um travamento. Segundo Zander a ferramenta também ajuda a ajustar o ciclo dev-ops.

3. Maior colaboração de grandes equipes

O Team Foundation Server (TFS), da Microsoft, permite que as equipes colaborem durante o ciclo de desenvolvimento. Entre outros recursos, essa ferramenta tem  controle da fonte e gerenciamento de projeto, com documentos incorporados para o gerenciamento ágil de projetos com Scrum.

Zander disse que sua experiência com o Scrum foi boa: percebeu um ciclo de desenvolvimento ajustado com problemas surgindo mais rápido e desenvolvimento mais produtivo. Com ele, operadores são adicionados aos ciclos para garantir a implementação esperada.

O TFS com base Azure recebe constantemente recursos do TFS on-premises. Por enquanto, o acesso de desenvolvedores ao TFS Azure é feito apenas por convite.  Zander disse que sua equipe tem 15TB de dados armazenados em uma instância.  O lançamento beta adicionará o recurso na lista de ferramentas Express e está disponível por meio de licença individual ou para equipes de até cinco membros.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

Saiba mais:

Microsoft lança Visual Studio 11 Beta

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