Lista: conheça 5 métricas de segurança da informação para negócios

Especialistas em segurança de informação gostam de argumentar sobre uma longa lista de possíveis métricas para medir a postura de seu sistema de segurança. Para gerentes e executivos, o cenário precisa ser simplificado para uma coleção menos controversa de medidas. Enquanto os administradores de segurança se focam em métricas técnicas, os gerentes e chefes têm como objetivo observar como a proteção interage com a empresa, afirmou Kevin Lawrence, associado sênior de segurança na empresa de segurança de TI Stach e Liu.
“Tudo depende se o impacto no negócio vale a recompensa da segurança. Não tem sentido fechar uma vulnerabilidade se depois não puder realizar negócios”, afirmou Lawrence.
Aqui estão cinco métricas de segurança para rastrear seus negócios.
- Fique pareado com seus iguais: um bom começo para as empresas é avaliar se estão gastando a media das empresas de sua indústria. Em 2012, espera-se que a segurança conte com 7% da receita de TI nas empresas americanas, segundo a empresa de inteligência de negócios Forrester Research. O número varia com empresas de serviço financeiro gastando mais e fabricantes e área de saúde, menos. “Se seus parceiros gastam 6% de sua receita de TI em segurança e você, 2%, provavelmente há um problema”, afirmou Lawrence. Apesar da métrica não indicar se a receita é gasta da maneira correta, é uma boa forma de medida.
- Correção de alto desempenho: saber quanto tempo demora para aplicar uma correção em todos os sistemas da empresa é outra métrica crítica. Uma semana ou menos é o ideal. “A correção não é tudo – há muitos zero-days por aí. Mas há uma alta correlação entre explorações no modo selvagem e vulnerabilidades que podem ser corrigidas”, afirmou Andrew Jaquith, chefe de tecnologia da empresa de serviço de segurança Perimeter e-Security. Apesar da correção não ser necessariamente o equivalente à segurança, é um indicador do controle da empresa sobre seu sistema.
- Padronização = segurança: para muitas empresas, manter o sistema atualizado com uma imagem padrão permite que seus funcionários mantenham em segurança dezenas ou milhares de programas de software em cada sistema. A padronização também ajuda a garantir que seu sistema esteja em conformidade com as regras que afetam o negócio. Segundo Lawrence da Satch & Liu, “se você possui cem computadores diferentes em seu ambiente e apenas 80 são padronizados, então há uma grande falha que é imprescindível que seja fechada”.
- Checando a lista rapidamente: empresas têm que estar em conformidade com inúmeras regas ou permissões de clientes e consumidores. Medir a rapidez com que os funcionários das empresas checam a lista crítica é uma boa medida de segurança, afirmou Jaquith da Perimeter. Como as equipes de TI estão atoladas de lista de coisas para fazer, a melhor métrica é se focar nos problemas críticos durante uma auditoria: “os que estão marcados de vermelho”, afirmou Jaquith.
- Dome a infraestrutura “Cowboy”: finalmente, se a empresa tem frequentes correções emergenciais e problemas de manutenção – sem mencionar tempo fora do ar – geralmente tem pouca segurança. Emergências são tipicamente uma indicação de que a infraestrutura não é bem gerenciada. “Se 50% de suas mudanças são feitas em modo emergencial e não como manutenção típica, sua infraestrutura é cowboy. E cowboys não levam à boas operações, e mais importante, não levam a resultados seguros”, afirmou Jaquith. A maioria das empresas agendam janelas de tempos fora do ar para manutenção, correção ou outras atividades. Ter qualquer atividade que tenha impacto na segurança nessas janelas indica que a empresa está planejando adequadamente suas ações.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
