Falta de IDE padrão faz HTML5 vir recheado de Javascript, diz especialista

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4:31 pm - 22 de fevereiro de 2012

A integração do HTML 5 – a nova era da programação na web – está ameaçada pela falta de um ambiente de desenvolvimento  padrão  (IDE) para testes direcionado aos desenvolvedores, que são os principais agentes no processo de evolução da linguagem. A avaliação é do fundador do diretor-executivo da UI2, Erik Ramalho.

“Muitos falam sobre HTML5, mas o que tem na prática é uma tonelada de Javascripts por baixo de um velho e bom HTML padrão. Ainda não existe todo o suporte que você precisa sem a necessidade de colocar  outros elementos nele, como os Javascripts”, explicou ao IT Web.

Em sua avaliação, na prática , “o HTML5 é apenas uma evolução do conceito do HTML oficial, permitindo algumas novas funcionalidades, e a principal delas, é a possibilidade de ver vídeos dentro de um browser sem a necessidade de um plug-in para Flash.”

Existem algumas tentativas isoladas de facilitar o processo. A norte-americana Sencha, companhia de aplicações framework para cloud computing, lançou recentemente duas ferramentas de construção – a Designer e o Touch , além do framework JavaScript – que foram classificadas como um ajuste razoável para os desenvolvedores Flex que querem chegar ao crescente mercado de aplicações HTML5.

A appMobi, por sua vez, disponibilizou o SDK dos seus jogos com base em HTML5, o playMobi. Posicionada como uma solução de API JavaScript, a nova versão tem como alvo os desafios comuns dos desenvolvedores de games, e aborda questões relacionadas à autenticação do usuário, pagamentos, engajamento social e pontuação dos jogadores.

“Para que haja uma adoção massiva e mudança forte no mercado é preciso que haja uma facilitação no trabalho dos desenvolvedores”, adicionou Ramalho, que citou o Adobe Dreamweaver  como uma possível resolução para a questão que, contudo, tem outras dificuldades. Segundo o especialista, além da ausência de um IDE, 80% do código web gerado na internet vem de PHP, Java ou .Net.

“Poucos sites veem puramente sem essas três linguagens. E nem a Oracle [Java], PHP e Microsoft [.Net] estão anunciando que vão lançar versões contemplando tags HTML5”, ponderou. Por esse motivo, a curva de desenvolvimento de um aplicativo é mais longa, já que existe uma dificuldade de averiguar erros e conferir codificação.

Evolução

Na Futurecom 2011, Carlos Francisco Cecconi, analista de projeto do W3C Brasil, comentou que a a automatização da capacidade de interpretar os dados espalhados pela internet será acelerada a partir da implementação oficial do HTML5. “Hoje o valor semântico da web ainda depende da leitura humana. A partir disso, marcações com modelagens mais adequadas de identificadores permitirão que computadores façam isso”, explicara.

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