Social Business: chefes cobram colaboração mas recompensam indivíduos

A grande barreira que ainda existe no conceito de colaboração dentro das empresas é que o chefe pede para haver troca de experiências e ideias entre os funcionários, mas o recompensa por trabalhos individuais. A opinião é do vice-presidente de Soluções Corporativas de Software da empresa de pesquisa IDC, Michael Fauscette, que fez uma apresentação na terça-feira (17/01), durante o Lotusphere 2012, encontro da IBM realizado em Orlando (Flórida, EUA).
A ideia de que melhores resultados partem de um processo colaborativo dentro da companhia – ou social business, conforme a IBM repetiu durante o encontro – pode até ser plausível e se apresentar, em algumas situações, viável. Contudo, a mudança do modelo mental só existe quando parte de cima da organização, que deve cobrar seus funcionários de uma forma mais alinhada ao discurso.
“Funcionários fazem o que acreditam. Eles não necessariamente acreditam no que você acredita. E os filtros para sua tomada de decisão eles mesmo encontram”, continuou o especialista.
Fauscette alertou que para a organização acompanhar a mudança que as redes sociais e a cultura de colaboração trouxeram ao ambiente corporativo, é preciso quebrar padrões centenários de cultura de hierarquia, enterrar a ideia de que a gestão é feita nos “moldes tradicionais” de controle e poder – onde a detenção da informação é a moeda de troca de quem ocupa cargos mais altos -, sair de dentro da caixa de regras pré-formadas e quebrar os silos que permeiam toda e qualquer empresa. “Como você espera falar com seu cliente se não fala com seu colega do lado”, provocou. Boa pergunta.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da IBM
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