Ciberarmas são futuro das ameaças

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11:44 am - 28 de novembro de 2011

O futuro do cibercrime é o aumento de ameaças como o Stuxnet e Duqu de acordo com o co-fundador da Kaspersky Lab, Eugene Kaspersky. Em entrevista, na sexta-feira (25/11), o executivo afirmou que os governos devem se preparar, porque já existem indícios que códigos similares são desenvolvidos em vários países do mundo.

“Os softwares afetam as vítimas muito rápido e pode acontecer uma catástrofe global. Esses sistemas são desenvolvidos há um longo tempo e para combatê-los temos que redesenhar todas as proteções que conhecemos. Se não fizermos isso veremos, cada vez mais, ataques a ambientes não computacionais”, afirmou.

Kaspersky ainda prevê que o crescimento deste tipo de ataques pode ser tão grande que o número pode ser similar ao de ameaças para PCs. “Os governos precisarão investir mais em proteção para este tipo de malware”, concluiu.

Quando perguntado se o cenário pintado por ele não era exagerado, ele foi rápido na resposta. “Eu concordo que ele (o cenário) pode ser assustador, mas especialistas também concordam comigo e compartilham as minhas ideias. Os governos estão com medo e não sabem como proteger seus sistemas.”

O Stuxnet foi identificado em junho do ano passado, projetado especificamente para atacar o sistema operacional Scada, desenvolvido pela Siemens para controlar as centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas. Foi o primeiro worm descoberto que espiona e reprograma sistemas industriais.

Já o Duqu compartilha de grande parcela do código do Stuxnet e é aparente que os autores da ameaça tiveram acesso ao código-fonte do vírus anterior e não somente ao seu código binário.

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