Empresas tradicionais de TI não terão capacidade de entregar o que o CIO precisa

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7:04 pm - 20 de maio de 2014
Muito se fala da união da TI e inovação. O que pode surpreender muitas empresas e líderes de TI, contudo, é que muitos agentes que se munem do discurso de inovação irão acabar vítimas dela mesmo. Ou seja – perderão mercado e oportunidades de negócio por não conseguir inovar.

Foi o que alertou o Cássio Dreyfuss, vice-presidente do Gartner, durante a abertura do CA Expo ’14, conferência da CA Technologies que aconteceu nesta terça-feira (20) em São Paulo. Ele pontuou que a inovação pode ocorrer nos processos de negócio e nos modelos de negócio, mas é um terceiro tipo de inovação que chama a atenção por permitir a chegada de novos agentes de mercado. Trata-se da inovação de momento de negócio, pela oportunidade.

Empresas tradicionais de TI não terão capacidade de entregar o que o CIO precisa

Ele menciona um levantamento do Gartner feito com CIOs, no qual 32% dos respondentes afirmaram que o principal parceiro fornecedor de tecnologia capaz de atender suas demandas do futuro provavelmente será outra empresa, com a qual ainda não se relacionam. “Eles estão dizendo claramente ‘os nossos formadores atuais não tem capacidade para atender o que eu preciso pro futuro’”, alertou o especialista. 

Exemplo claro disso é o setor de pagamentos, com três líderes de subsegmentos que nasceram com a tecnologia, longe do sistema financeiro tradicional. Trata-se do Square, de Jack Dorsey, em pagamentos móveis; o Bitcoin, moeda virtual; e a Kickstarter, plataforma de crowfunding. “Esses três serviços eram domínio exclusivo dos bancos até muito pouco tempo atrás”, comenta Dreyfuss. E lança um alerta para CIOs. “O seu próximo o competidor vira de fora de sua indústria. Não se esqueça de olhar aos lados e pra trás, pois pode aparecer outro competidor para atuar em seu espaço”, adverte.

Onde nasce a inovação 

Além do posicionamento já conhecido de que todas as empresas se tornarão empresas de software e que a tecnologia será onipresente nos mais diversos setores da indústria, Dreyfuss evidencia o potencial da união da internet de todas as coisas, com sensores conectados em diferentes objetos, com o “nexus das forças” – nomenclatura do Gartner para união de social, mobilidade, nuvem e informação.

“Um impacto importante dessa rede de pressões de negócio são as possibilidades trazidas pelas impressões em 3D. Dá para imaginar que nos próximos anos fornecedores vão começar a fabricar seus produtos perto de seus clientes, de maneira suportadas pela tecnologia”, prevê o especialista. 

Será que as empresas estão preparadas para quebras completas na cadeia de negócio como essa? Compartilhe sua opinião conosco.

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