75% do ambiente de TI estará em cloud em 2016

A HP empunha algumas projeções de mercado e estima que 75% do ambiente de TI estará em cloud (pública, privada ou híbrida) em 2016. Isso vai requerer de 8 milhões a 10 milhões de novos servidores que, na última linha dos balanços, deve movimentar US$ 20 bilhões ? isso considerando só grandes provedores de infraestutura de processamento.
A projeção vai exigir que data centers se expandam e se adaptem a essa nova demanda, uma vez que suportar o crescimento, nas condições atuais, não é sustentável. Se a nuvem fosse um país, por exemplo, seria o quinto maior do mundo em consumo de energia hoje, puxando 2% da capacidade energética global.
?Até o final da década, se não mudarmos a forma de operar, esse percentual de consumo sobe para 30%?, projeta Claudio Raupp, vice-presidente do grupo de PPS (computação pessoal e impressão) da HP, citando movimentos da fabricante que endereçam tal necessidade com inovações baseada em novas arquiteturas. ?Enfrentamos esse problema de frente. Nenhuma outra empresa está fazendo isso?, adiciona.
Essa é apenas uma das preocupações da provedora, que se esforça bastante para alinhar suas estruturas e adaptá-las a nova relação do mundo com a tecnologia da informação. A empresa cunhou, há algum tempo, o termo ?Novo estilo de TI? para definir o momento.
Vale lembrar que o mercado historicamente investiu há bastante tempo em ferramentas da marca, tornando-a uma das maiores representantes da indústria. A questão é que o ambiente ficou complexo e novos conceitos trouxeram novos competidores.
Cloud, mobilidade e big data, de fato, causam um alvoroço na medida que redefinem como as empresas operam, consomem, utilizam e pagam por recursos tecnológicos. ?A HP está pronta para esse desafio?, acredita Luciano Corsini, presidente da HP Brasil.
?Inovação continua no topo da agenda estratégica da HP. Estamos investindo em disrupções para atender o que esta vindo pela frente. Vivemos um grande ponto de inflexão na indústria, criado a partir de demandas e tendências. Podemos ser o melhor parceiro nessa jornada?, comenta Raupp.
O desafio, em última instância, toca o negócio, sendo que os recursos computacionais endereçam a soluções mais complexas. Não é mais a TI pela TI. Vejamos como as coisas se modificam e um exemplo pode deixar clara a situação.
A HP chamou um cliente para dar um depoimento em um evento em São Paulo: Claudio Prado, CIO do Grupo Abril. Veja o que o executivo falou sobre sua relação com a nuvem: ?Como usuário de cloud quero ser irrelevante, porque é escala que vai dar ao fornecedor poder e musculatura para absorver variações do meu negócio para mais ou para menos se necessário?.
Na sua visão, escala e flexibilidade são fundamentais nesse momento de transfomação, sentida também na indústria de mídia, onde o gestor atua, que vem sendo fortemente impactada por elementos como digitalização e desenho de um modelo de negócios que desafia isso.
Prado, que comandou o departamento de TI do banco Santander em um passado não muito remoto, busca parceiros que ajudem a lidar com a complexidade do mundo, criar um bom ambiente de trabalho e ?fazer com que eu seja mais responsável pela informação e menos pela tecnologia?.
Talvez a opinião do CIO seja descolada da realidade de alguns de seus pares. Seja como for, é algo para os fornecedores prestarem bastante atenção.
