Microsoft afina o discurso: agora é mobile first e cloud first

A Microsoft incorporou um mantra em seu discurso: cloud first, mobile first. Em outras palavras, a fabricante intensifica ainda mais sua orientação atrelada aos conceitos que vêm ditando rumos do mercado. Os dois tópicos ganham cada vez mais peso nos movimentos estratégicos da companhia que, também, passa por um processo profundo de transformação de seu negócio.
Desde meados do ano passado, a empresa trabalha para realinhar suas estratégias. O movimento culminou em diversas mudanças (One Microsoft) e acarretou na troca de comando (com Satya Nadella substituindo Steve Ballmer na posição de CEO). A certeza é que se trata de um momento de decisões importantes a serem tomadas, tanto pela empresa quanto por seus aliados.
A movimentação estratégica da provedora se equilibra em quatro pilares: produto, criação de mercado, capacitação e engajamento de campo. Phil Sorgen, vice-presidente global de canais da Microsoft, observa: ?A indústria passa por um momento de transformação, nós passamos por um momento de transformação e o próprio ambiente de parcerias também se modifica?.
E qual seria sua mensagem frente a tantas mudanças? ?Trabalhos no passado possivelmente não serão realizados da mesma maneira no futuro. Essa é a natureza da transformação pela qual passamos, isso pede planejar a evolução em termos de investimentos, ajustes ou mudanças mais certeiras do que já feitas. Não significa jogar tudo que é ?velho? fora, mas avaliar maneiras de tornar o futuro mais brilhante do que o passado foi?, avalia.
O executivo demonstra otimismo quanto ao sucesso na transformação buscada. ?Nunca estive tão confiante quanto aos investimentos feitos e as soluções criadas?, anima-se, para deixar uma ressalva: ?Só conseguiremos fazer essa transição com apoio dos parceiros?.
Sorgen acredita que o desafio vem acompanhado de uma oportunidade tremenda para introdução de novos produtos e modelos inovadores. ?Vejo novos parceiros emergindo em áreas que sequer tocávamos até então, formando novas empresas para captarem oportunidades ao redor de conceitos como cloud, social, mobile e big data?, comenta.
De fato, a empresa vem alinhando seus programas e produtos para torná-los mais orientados ao cenário que se desenha. Vem, ainda, puxando o ecossistema para ofertas em nuvem.
Há, contudo, algumas lacunas que precisam sem endereçadas no campo da mobilidade, por exemplo, onde ainda lhe faltam soluções agressivas que ajudem na competição contra seus adversários mais diretos. O trabalho, diz, concentra-se também em novos modelos de alianças na indústria, para embarcar sistemas Microsoft em diversos dispositivos, tornando-os relevantes em diferentes cenários.
O VP acredita na evolução contínua dos planos e trabalho duro. ?Como uma companhia em um tempo de mudança, temos que ser mais simples de fazer negócios, reduzir o custo para que canais trabalhem conosco e crescer o valor das parcerias. Isto é o que temos olhado?.
