Siri já poderia ter nascido com iPhone 1

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8:38 am - 24 de outubro de 2011

A Apple poderia ter lançado algo parecido com o Siri – tecnologia de Inteligência Artificial presente em seu novo smartphone, o iPhone 4S ? junto do lançamento do iPhone 1, há pouco menos de 5 anos. Mas o momento escolhido para a inauguração do projeto, que vai mudar a vida das pessoas e a forma como interagimos com tecnologia, foi perfeito. A avaliação foi feita por Bráulio Medina Dias, especialista no tema, sócio da e-Brane e Advisor na Lifeboat Foundation, organização mundial focada em prevenir a humanidade de qualquer tipo de catástrofe que possa colocá-la em risco, inclusive no caso de problemas envolvendo o tema de Inteligência Artificial.

?Inteligência Artificial é uma área antiga, que parecia muito promissora na década de 60, mas, depois, foi considerada como um grande fracasso, porque parecia ser mais difícil concluir projetos do que imaginá-los?, explicou Medina.

“Existem vários sistemas anteriores compostos dentro de uma nuvem, no qual o sistema aprendia. Agora eles conseguiram lançar um produto comercial fruto de um projeto de um centro de Inteligência Artificial que começou em 2007?, contextualizou João Bernartt, diretor da Chaordic Systems.

De acordo com especialistas, a IA usa como base a neuronia artificial, que são fórmulas matemáticas que se valem de algoritmos para formar redes neurais artificiais. Tais redes desenvolve a capacidade de aprender com a experiência, à semelhança do que vemos com o cérebro humano. ?O Siri é um sistema de fato adaptativo e evolutivo, ele foi construído para aprender de fato?, alertou Bernartt.

O matemático Alan Turing já previa isso. No início da década de 50, criou um teste de habilidade de máquina para verificar por quanto tempo ela consegue interagir com um humano sem ele perceber que se tratava de um software, não uma pessoa. A prova ficou conhecida como Paradigma de Turing.

?O momento para o lançamento foi perfeito porque a banda larga, que é necessária para o sucesso da Inteligência Artificial pelo acesso a um sem-número de informações, está disponível nos telefones?, ponderou. Além disso, o fato de as pessoas interagirem com o sistema fará com que ele fique cada vez mais inteligente e intuitivo, condensando todas as informações buscadas e utilizadas em um ambiente na nuvem, no qual podem ser compartilhadas para o crescimento estruturado de seus redes neurais. ?A ideia de deixar o Siri na mão do usuário foi ótima. O sistema de crowdsourcing (terceirização de serviços para multidões) vai ser a grande sacada?, considerou.

Então temos o pulo do gato. Conforme Bernartt, para aprender, o software precisa de interação com o usuário. ?Com a internet, as pessoas começaram a interagir mais. Quando você traz isso para um smartphone, faz com que fique muito mais fácil para o sistema inteligente ler você?, ponderou.

A IBM lançou no início deste ano seu supercomputador Watson em um concurso do programa de televisão Jeopardy e era tida como a primeira companhia a enveredar pelo caminho comercial da Inteligência Artificial. Mas a Apple deu um passo à frente quando se adiantou e colocou a tecnologia já disponível no mercado. ?O Siri assustou na demonstração, pelo tipo de pergunta que ele está respondendo: como está o clima, por exemplo. Um mecanismo de busca específico para engenharia garante que ele responda a perguntas complicadas?, continuou.

?Essa vai ser a briga do futuro, a da Inteligência Artificial?, ponderou Medina. Em sua avaliação, a Apple está alguns anos à frente do Google na disputa primeiro lugar. Se o gigante de buscas inova a partir de compra de empresas, a companhia de Steve Jobs o faz com criação interna. ?A Apple consegue fazer mágica?, garantiu.

 

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