BlackBerry muda tecnologia para aceitar aplicativos Android em sua App World

Como forma de aumentar o número de aplicativos disponíveis em sua App World, a Research in Motion anunciou nesta semana, nos Estados Unidos, o lançamento de sua BlackBerry Jam Zone, um site que ajuda os desenvolvedores a escolherem rapidamente como desejam desenvolver um aplicativo e depois ter acesso por meio de microsites a todas as ferramentas necessárias. Com isso, programadores poderão converter aplicativos criados para a plataforma Android, do Google, com apenas três comandos, explicou o diretor geral da RIM para o Brasil, Paul Gould.
A companhia tem três mil aplicativos em sua base. O Android beira os cem mil. Com isso, é possível alavancar a competitividade de seus dispositivos, que perdem espaço para plataformas menos corporativas e mais amigáveis, principalmente entre os jovens. ?O que vemos é que, diferentemente do smartphone BlackBerry, o Playbook tem sido comprado por pessoas com uma faixa etária maior. É possível que isso se repita no Brasil?, disse o gerente sênior de Alianças para América Latina, Angel Aldana, em coletiva de imprensa com jornalistas brasileiros na quarta-feira (19/10).
?O BBX vai misturar as capacidades e permitir o desenvolvimento em qualquer língua. Você não consegue convencer uma pessoa a mudar religião, assim como não consegue convencer um programador a mudar de plataforma?, brincou Aldana.
Conforme relatou a InformationWeek EUA, a partir desses microsites, é possível baixar o SDK (native, AIR, ferramentas para converter apps Android) necessário sem registro, uma grande mudança das práticas da empresa. Os desenvolvedores só precisam se registrar para encaminhar um app para o App World.
A empresa já dá suporte a aplicativos HTML5 e, agora, com ainda mais acesso às funções dos dispositivos também inclui capacidade WebGK, demostrando que o mecanismo de gráficos 3D é parte do kit de desenvolvimento WebWorks. Ela também dá suporte a apps AIR e Android executados em mecanismos virtuais na plataforma BlackBerry. O objetivo é fazer com que as aplicações HTML5 sejam como as nativas.
Com InformationWeek EUA
