?É um momento animador?, classifica Palo Alto sobre operação Brasil

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9:00 am - 18 de março de 2014

A Palo Alto Networks fincou bandeiras no Brasil há cerca de dois anos. A sensação de Adam McCord, diretor de vendas da fabricante de tecnologia de redes para a América Latina e Caribe, quando analisa esse período é que a operação no País vem correspondendo às expectativas da corporação. Apesar de não revelar números precisos, a provedora pontua que os negócios por aqui crescem a uma boa velocidade.

?É um momento animador para a companhia localmente?, classifica o executivo, citando o movimento conquista de território e penetração em grandes contas. Na sua avaliação, os investimento feitos até então têm ajudado a organização a decolar no mercado nacional. Isso reverte ampliação de equipe e desenrolar de estratégias. Por exemplo, desde sua chegada, o time na subsidiária brasileira passou de dois para sete profissionais.

Mas as expectativas permanecem elevadas. A Palo Alto Networks detém market share global entre 4 e 5% de um segmento que movimenta US$ 12 bilhões de dólares. Projeções apontam que esse mercado cresça para US$ 16 bilhões, ?portanto há muitas possibilidades de crescimento?, vislumbra McCord.

A ideia é seguir os trabalhos e acelerar o crescimento no Brasil. Os planos passam por fortalecimento de time e dos mais de 20 parceiros que trabalham os produtos da marca no mercado nacional. A ideia é capacitar e suportar esses aliados, bem como fazê-los demonstrar a tecnologia. Isso porque a companhia trabalha com uma estatística que 85% dos clientes em potencial que testam seus produtos, acabam fechando a compra da tecnologia.

Há intenção, ainda, de agregar novos canais, de acordo com perfis e regiões. Discussões e análises internas avaliam possíveis novas parceiras que complemente a atuação. ?A cobertura atual no País está boa, mas sempre há espaço para crescimento?, afirma o executivo.

Allier e Westcon distribuem produtos da fabricante no Brasil. A companhia também atuará no País com a Computer Links, distribuidor norte-americano que tem no portfólio nomes como HP Enterprise Security, Fortnet, Sourcefire, Websense e a própria Palo Alto. Esse player estaria de chegada ao Brasil (inclusive, com algumas revendas em sua base).

Segurança

A maior parte dos parceiros no país são integradores com boa expertise em segurança, com histórico de trabalhar bem esse mercado, o que se alinha com a proposta que a companhia, principalmente após a compra da Morta Security. Na visão de McCord, a aquisição traz complementariedade ao portfólio, complementando sua linha de proteção avançadas.

Talvez mais do que isso: adicionou recursos para que a fabricante de tecnologia de redes brigasse de frente contra a FireEye na oferta de soluções de ataque de dia zero e ameaças personalizadas. Não há sinais claros de que a startup adquirida tivesse canais ou clientes no Brasil ou quando sua tecnologia será integrada aos produtos da Palo Alto.

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