Oracle planeja data center no Brasil

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9:00 am - 18 de março de 2014

O discurso de cloud permeia a estratégia da Oracle. Trata-se de um conceito chave no futuro da companhia. Contudo, em reunião com canais, Mark Hurd aconselhou: ?A única coisa que não quero gostaria que os parceiros fizessem é construir e gerenciar as próprias nuvens?. Em países da América Latina, por exemplo, as mensagens soam contraditórias.

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Isso significa que a fabricante estuda construir data centers na região? ?A resposta para essa pergunta é sim?, revela Luiz Meisler, vice-presidente executivo da provedora para a AL. ?Temos que ter volume e estamos a caminho de ter esse volume muito em breve?, adiciona o executivo, sinalizando que um anúncio oficial quanto a questão deve ocorrer até o final de 2013.

Na visão da Oracle, o Brasil será o primeiro país da região contemplado na estratégia, que, na sequência pode se desenrolar ao México e demais países latino-americanos. Há, contudo, um processo de avaliação de possibilidade para saber exatamente como fará tal movimento no território latino.

São três as possibilidades em análise: criar sua própria estrutura, estabelecer aliança com algum provedor global desse tipo de oferta ou firmar aliança com um player local. Aspectos técnicos e regulatórios estão sendo considerados para a decisão.

A lista de produtos ?as a Service? da Oracle considera plataforma, infraestrutura e software. Seja como for, o executivo antecipa que a ideia é ofertar ferramentas com relação ao portfólio da companhia.

América Latina
Sobre o panorama da organização na América Latina, o vice-presidente pontua que os rumos regionais seguem as diretrizes globais. ?A estratégia é consistência, confiança e continuidade?, resume, sinalizando que o desempenho tem agradado.

No último ano fiscal, a região cresceu acima de 15%. O movimento agora contempla posicionar uma oferta fim a fim, habilitada pelo grande volume de empresas comprado, conectando esse portfólio à nuvem.

Apenas para dar uma ideia, a fabricante desembolsou a montanha de 70 bilhões de dólares para abocanhar algo com 50 diferentes companhias nos anos recentes. Além disso, entre 2004 a 2013 investiu, em média 3 bilhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento (uma soma superior a 30 bilhões de dólares ao longo desses 10 anos).

Meisler ocupa a vice-presidência da companhia para a região há 14 anos e reporta diretamente a direção global da empresa. Quando se encontra com Mark Hurd, conta, ouve do presidente o mantra: ?cresça, cresça e cresça?, mensagem que repassa ao time com quem trabalha. A expectativa da fabricante, a despeito da economia e das instabilidades políticas inerentes aos países latino-americanos, é expandir os resultados.

 

O jornalista viajou aos Estados Unidos à convite da Oracle.

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