Big data e social business estão no mesmo nível de cloud em 2006

Author Photo
9:00 am - 18 de março de 2014

Quando, em 2006, ouviu os primeiros movimentos da Microsoft em torno do termo cloud computing, Jorge Sukarie, fundador da Brasoftware, duvidou as oportunidades reais de negócios em torno da novidade. Considerando ser apenas mais um nome entre tantos os outros verificados no mercado de tecnologia da informação, esperou cerca de dois anos até decidir, de fato, esgueirar-se pelo caminho. Hoje, com o setor sofrendo um forte reflexo da retração da economia, o executivo comemora a decisão. ?Temos muita oportunidade, especialmente em nuvem e mobilidade.?

Quando avaliadas oportunidades em big data e social business, novos nomes da moda em termos de tendência de TI, Sakurie considera que o mercado para estas tecnologias está próximo do verificado em 2006 com cloud computing. ?Vemos que é algo que faz sentido, mas ainda não estão no patamar de cloud e mobilidade. Estas duas, hoje, são inquestionáveis.? Em sua visão, o mercado ainda está no processo de identificar o potencial de negócios em cada uma dessas novidades, que caminham lado a lado com as tendências hoje já mais embasadas.

Campeões do Canal 2013: escolha seu fornecedor favorito
Assine a newsletter da CRN Brasil
Siga a CRN Brasil no Twitter
Curta a Fan Page da CRN Brasil
Faça parte da comunidade CRN Brasil no LinkedIn

O Gartner considerada essas quatro tecnologias uma tendência sem volta, denominando-a como ?Nexus of Forces?. Confirmando a visão de Sukarie, a importância desses movimentos já é confirmada pelo mercado demandante. Como exemplo, segundo pesquisa Antes da TI, a Estratégia, produzida pela IT Mídia com CIOs das maiores empresa do Brasil, os temas em questão dominam os principais responsáveis pelo impacto dos negócios. O levantamento, feito com principais executivos de TI das 500 maiores empresas do Brasil, indica a seguinte ordem: mobilidade (78,2%), automação operacional (48,1%), cloud computing (39,1%), big data (23,1%) e social business (21,2%) como os temas de maior relevância na transformação da TI e do setor de atuação para os próximos anos.

Crescimento

Em um mercado que deve apontar avanço inferior a 10%, a Brasoftware, quase uma balzaquiana, crescerá em torno de 35% neste ano, levando em consideração o resultado de 425 milhões de reais obtido em 2012. ?Devemos atingir cerca de 560 milhões de reais de faturamento, encostando nos 600 milhões de reais?, detalhou o executivo à CRN Brasil.

Conhecido no mercado não somente por sua atuação na integradora, mas também pelo cargo de presidente que ocupa na Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), Sukarie lidera uma série de desafios em sua companhia. Uma delas é fortalecer sua área de parcerias, criada há cerca de seis anos, e garantir que ela possua mais representatividade no faturamento geral de suas operações.

Autointitulado o LAR mais antigo da Microsoft para América Latina, com sua inscrição datando de 1993, a companhia em embrenhou no esquema de revender produtos da marca para outras revendas, sempre em locais que a própria Brasoftware possuía baixa penetração. São poucas dezenas de parceiros dentro do Brasoftware Partner, que representa 15% do faturamento da empresa. ?Queremos chegar a 25% em um prazo de dois anos?, pontuou Sukarie.

?Me perguntam sobre internacionalização. Mas tem muita coisa para fazer aqui ainda?, comentou o executivo. E isso, mais uma vez, mesmo diante do mercado brasileiro mais difícil. ?Há muita oportunidade. Estamos muito animados?, disse.

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.