Ataques da LulzSec aumentam contratações de profissionais de segurança

Os ataques da LulzSec podem ter tido reações inversas ao objetivo inicial do grupo – que era a “luta contra os invasores brancos e cinzas que ganham dinheiro capitalizando com a ignorância e medo que as empresas têm de serem atacadas” – e aumentaram o número de contratações de profissionais de segurança, apontou uma análise realizada pelo A-Team, um grupo contrário aos hackers.
Foi o A-Team que divulgou os nomes de alguns dos membros da LulzSec no último mês. Por meio de uma mensagem anônima feita no Pastebin, o grupo apontou os nomes do sueco Daniel Ackerman Sandberg (o Topiary), dos americanos Wesley Bailey (o Laurelai) e EE ou Eekdacat (ainda sem nome, mas com endereço de IP fornecido), do inglês Richard Fontaine (o Uncommon), de Hector Xavier Monsegur (Sabu) e do holandês Sven Slootweg (o Joepie91).
A A-Team forneceu as informações de contato da maioria dessas pessoas, apesar de afirmarem que ainda não possuem informações detalhadas sobre o líder da LulzSec – o Sabu – e sobre o Kayla, que parece fornecer a maioria dos botnets usados nos ataques do grupo.
Algumas dessas identidades já tinham sido reveladas em documentos divulgados no começo de junho. De acordo com os observadores da LulzSec, o vazamento dos logs de chats levou a saída de pelo menos dois membros do grupo.
Porém, Bailey e Eekdacat entraram em contato com a InformationWeek EUA e negaram fazerem parte da LulzSec. Eekdacat alegou que a mensagem anônima contém mentiras e também negou fazer parte de qualquer atividade relacionada ao Anonymous nos últimos seis meses.
Investigações feitas por grupos não oficiais podem estar ligadas à divulgação das identidades. Por exemplo, um grupo denominado Backtrace Security está à caça dos membros da LulzSec desde fevereiro e ajuda a investigação do FBI desde março. O grupo também publicou um resumo dos perfis e as aparentes motivações dos membros da organização.
No mesmo dia, a LulzSec anunciou o fim de suas operações. Os analistas de segurança disseram que essa atitude se deu pelo perigo que o grupo corria se continuasse suas atividades. Segundo Rob Rachwald, diretor de estratégia de segurança da Imperva, “não é de surpreender que os membros da LulzSec estejam preocupados em evitar a prisão. Como previsto, o fim do grupo era inevitável. Acreditamos que esses esforços foram em vão e que logo seremos informados sobre suas prisões”.
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