8 dicas para você se dar bem em um hackathon

Se você é um profissional de tecnologia, ou pretende ser, com certeza já ouviu o termo hackathon. A palavra, nascida da junção entre os termos em inglês “hack” e “marathon” (ou maratona), diz respeito a uma competição entre pessoas ou equipes, em local e tempo determinado pelos organizadores, e cujo maior objetivo geralmente é resolver problemas de negócio, criar soluções inovadoras ou resolver um dilema tecnológico.

É, portanto, uma dinâmica competitiva, usada comumente tanto por empresas para escolher parceiros de negócio, aceleradoras para filtrar potenciais startups, ou escolas de programação em processos seletivos. Resumindo, é uma disputa gameficada, que estimula tanto a colaboração entre os participantes como a construção de projetos de maneira rápida e criativa.

Para Pedro Brocaldi, designer instrucional da Escola Britânica de Artes Criativas & Tecnologia (EBAC), o “segredo do sucesso está na diversidade”. O profissional recentemente foi mentor da equipe da escola no Hacking Rio desse ano. A equipe formada por quatro alunos precisou criar soluções digitais para resolver questões relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

O grupo se classificou entre os 10 melhores do evento, que contou com cerca de 1.700 inscritos, formando mais de 100 equipes. “No geral, as equipes chegaram sem muita certeza do que esperar, mas apresentaram projetos incríveis, sempre destacando que só conseguiram graças ao trabalho em equipe”, conta.

Brocaldi elencou oito dicas para quem quer se sair bem nesse tipo de competição. Confira:

  1. Requisitos: a ideia do hackathon é reunir pessoas que gostam de tecnologia, sejam desenvolvedoras ou entusiastas, não importa o nível de experiência. Criatividade e organização podem ser até mais importantes que os conhecimentos em programação.
  2. Mito: é preciso saber desenvolver? Na verdade, não. Nem todos os membros da equipe precisam ser desenvolvedores. Inclusive, o código em si pode ser decisivo na etapa final, mas outras áreas de conhecimento são fundamentais durante o processo.
  3. Preparo prévio: na maioria das vezes, os times vão desenvolver produtos sobre temas com os quais nunca trabalharam. Por isso, a bagagem pessoal pode contar muito, assim como o caráter multidisciplinar da equipe. Pode ser uma boa fazer um “pré-hackaton”, pensando em um problema, desenvolver uma solução e se preparando para “vender” a inovação e convencer os jurados de que ela é boa e viável.
  4. Maior dificuldade: lidar com a pressão do tempo curto. Alguns eventos podem virar a madrugada, mas o formato varia bastante.
  5. Erros comuns: focar muito na programação. O que importa no final das contas é que o projeto resolva um problema e esteja dentro do tema proposto.
  6. Soft skills: a capacidade de trabalhar em equipe é essencial, com o tempo curto e temas novos é fundamental saber interagir com a equipe para organizar as entregas. Além disso, a habilidade de comunicação é primordial ao representante do time que vai apresentar o projeto.
  7. Equipe ideal: o segredo de um time forte é um time diverso, então não deixe de escolher aquele desenvolvedor que está no começo da carreira, ou a pessoa de negócios que está em seu primeiro projeto.
  8. Capricho no pitch: todo projeto se define na hora da apresentação à banca de jurados. O discurso precisa ter impacto, além de provar que a inovação funciona.

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