Categories: Notícias

60% das ameaças surgiram nos últimos 12 meses

O número de vírus de computador vem crescendo de forma bastante rápida e a tática de seus criadores está mudando, de emails que se fazem passar por mensagens de fontes legítimas para ameaças ocultas em sites aparentemente seguros, como o de uma pousada local, informou a empresa de software de segurança de computadores Symantec, ao divulgar, na terça-feira (14/04), seu Relatório Sobre Ameaças de Segurança na Internet.

De acordo com o documento, houve grande aumento no número de vírus e outras pragas eletrônicas na web, com 624.267 identificados em 2007 ante 1,6 milhão em 2008,.

“Dentre todas as ameaças (de softwares malignos) dos últimos 20 anos, 60% surgiram nos últimos 12 meses”, disse Vincent Weafer, vice-presidente de informações e segurança de conteúdo. Os atacantes estão deixando de lado a técnica de spam por email conhecida como phishing, usada para obter informações pessoais sobre usuários, e recorrendo à invasão de sites legítimos para praticar roubos de dados.

Os criminosos tendem a evitar sites de grandes empresas que têm condições de reparar páginas rapidamente, se concentrando em sites menores, não operados por profissionais, como os de uma pousada. O relatório da Symantec menciona outros exemplos como sites do governo dos Estados Unidos e do Reino Unido, que foram infectados.

“Os bandidos estão invadindo sites legítimos e os comprometendo”, disse Weafer.

O objetivo dos vírus é roubar, e a expansão do acesso em banda larga em vários países torna mais fácil que áreas sem controle sirvam como anfitriãs a crackers.

“Em 2008, 78% das ameaças a informações confidenciais exportaram dados sobre os usuários e 76% utilizaram um sistema de registro de digitação para roubar informações como as senhas de contas bancárias online”, afirma a Symantec em relatório.

Assim que números de cartões de crédito, nomes de usuário e senhas são roubados, eles são vendidos no mercado negro.

“O item mais popular à venda nos servidores da economia clandestina em 2008 foi informação sobre cartões de crédito, que respondeu por 32% do total”, segundo o levantamento. “O preço de cada cartão pode ser de apenas US$ 0.06, quando as informações são compradas em lotes.”

Já senhas de contas bancárias foram o segundo item mais vendido, com participação de 19%, por entre US$ 10 e US$ 1.mil cada. Nomes de acesso a contas de email e senhas ficaram em terceiro lugar, com 5% e custando entre US$ 0,05 a US$ 100.

Recent Posts

Movida lança agente de IA no WhatsApp em parceria com a Meta e aposta em nova experiência de locação

A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…

13 horas ago

Oracle nomeia Marcelle Paiva como nova VP de vendas, Data&AI Hub na América Latina

A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…

14 horas ago

Mercado de IPOs de tecnologia ganha força com avanço da IA

O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…

14 horas ago

Oracle adiciona US$ 85 bilhões em contratos de IA e encerra trimestre com carteira recorde de US$ 638 bilhões

A Oracle encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2026 com resultados recordes,…

14 horas ago

Disputa entre Anthropic e OpenAI expõe divergências sobre o futuro da inteligência artificial

A disputa entre Anthropic e OpenAI ganhou novos contornos e se tornou um dos principais…

15 horas ago

Marketing B2B precisa se reorganizar para atender compradores mais autônomos, diz Forrester

As áreas de marketing B2B precisam rever sua estrutura operacional para acompanhar a transformação do…

16 horas ago