Nos últimos anos, o ecossistema do empreendedorismo vivenciou um processo de evolução e maturação devido à transformação digital. Neste cenário, nota-se uma explosão de iniciativas digitais, tal como os aplicativos que procuram oferecer ao cliente uma experiência personalizada, garantindo a fluidez no processo de interação entre o cliente e a empresa, o que facilita a vida dos consumidores.
Entretanto, nos bastidores, é possível observar movimentos e ideias ainda em fase de provas, ou seja, testes em pequenas proporções que ocorrem, muitas vezes, apenas dentro de um departamento. São nestas dificuldades que é possível identificar o nível de maturidade digital das empresas.
Isso acontece porque as companhias encontram-se em diversos estágios do processo de transformação digital. E isso não envolve apenas a aplicabilidade de uma tecnologia, pois faz-se necessário um pilar entre processos, pessoas e tecnologia. Tudo alinhado a fim de que os profissionais que utilizem as determinadas inovações estejam previamente inseridos e capacitados neste novo ambiente.
Dentre os estágios de inovação das empresas, ou seja, o seu nível de maturidade digital, é possível identificar os seguintes impasses:
Isso ocorre devido à ausência de processos e ferramentas para gerenciar essas ideias, que podem causar impacto ao negócio, ou também pela falta de uma cultura de inovação na empresa, estabelecida previamente para sistematizar a captura de idealizações.
O problema pode ser ocasionado pela falta de um processo e, ou, ambiente seguro e sem riscos para analisar, de maneira ágil, a viabilidade dessa idealização, ou seja, se realmente trará impactos ao negócio sejam positivos ou negativos.
A lentidão na conversão de uma ideia em um produto é fatal, pois, dessa maneira, ele alcançará o mercado de forma tardia. O alto investimento no desenvolvimento de uma concepção sem uma metodologia ágil para testar, previamente, a sua aplicabilidade, assim como a falta de foco e planejamento, são outros entraves no processo de inovação.
Esse modelo é caracterizado por colaboradores com pensamento linear, os quais não foram incentivados a ‘pensar fora da caixa’, pois, na maioria dos casos, a empresa não possui uma cultura horizontal, sem hierarquias e colaborativa. Além disso, a falta e, ou, a restrição da comunicação entre as áreas é outro fator de impacto. A sinergia e a integração dentro dos departamentos das empresas são essenciais para a aplicabilidade da cultura de inovação.
Para colher é necessário investir, seja tempo, recurso ou dinheiro. E, às vezes, essa falta de visão do futuro por parte dos tomadores de decisões nas empresas acarreta em um estancamento do negócio. Em outros casos, a paralisação ocorre devido à ausência de visibilidade dos problemas internos.
Para as organizações analógicas ou estagnadas na evolução da maturidade digital, que se veem nos estágios listados acima, a parceria com empresas que funcionam como incubadoras, com metodologias comprovadas de sistematização da inovação e que realizam sessões de brainstorming lideradas por mediadores, são uma excelente saída. Afinal, não se trata apenas da aplicabilidade de uma tecnologia, mas uma virada de chave para que as ideias saiam do papel e se tornem produtos viáveis, em curto prazo, com impacto positivo na rentabilidade e na geração de novos modelos de negócio. Lembre-se: inovar não é mais um diferencial, mas sim uma obrigatoriedade para as companhias se manterem competitivas.
*Por Angelo Roque, líder de inovação da Parabolt, empresa que transforma ideias inovadoras em negócios disruptivos e escaláveis. A Parabolt faz parte do ecossistema da gA, companhia global de tecnologia.
**Sobre a Parabolt: a Parabolt é uma empresa que transforma ideias inovadoras em produtos disruptivos e escaláveis. Através dos três “camps” ou portfólio de negócios, incubam suas próprias ideias, de empreendedores latino-americanos e grandes corporações para transformá-las em produtos digitais e plataformas colaborativas.
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