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4 pontos para se observar em cloud computing

Em geral, quando o assunto é computação em nuvem, as apresentações de analistas e especialistas da indústria ou mesmo de CIOs que implantaram algum serviço de cloud em seu ambiente tendem a mostrar benefícios e fazer um paralelo com os desafios. Mas durante uma sessão de keynote, no Citrix Synergy 2012, conferência da fabricante para clientes e parceiros que acontece em San Francisco (EUA), os executivos optaram por fazer uma leitura diferenciada e mostrar o que cloud não é. Sim, aquilo que não tem ligação com cloud, mas que muitos acabam por correlacionar.

A seguir, você confere quatro desses pontos.

1 ? Não pode ser top down

Para o estrategista em cloud computing, Geva Perry, a nuvem é um fenômeno em que a adoção vem de baixo para cima e não como algo imposto pelas diretorias. Para ele, muitas pesquisas mostram que o uso é baixo por ouvirem apenas os CIOs. ?Em 2009 os CIOS diziam que isso não chegaria à empresa deles. Em 2011, a nuvem já estava acontecendo e eles não sabiam. Os usuários estão usando independente da permissão?, avalia.

Os desenvolvedores, exemplifica o especialista, não esperam a aprovação de um projeto para usarem a nuvem da Amazon Web Services (AWS), iniciam seus desenvolvimentos mesmo sem o consentimento da diretoria e pagam com o próprio cartão de crédito. ?A TI precisa fazer algo?, alerta. ?Quando vamos para Salesforce.com, a adoção começa com o time de vendas e, depois, chega ao CIO. Eles querem usar Salesforce sem precisar de grandes aprovações. Isso não é novo, vimos isso em open software e em diversos outros pontos. O Unix, o PC, as pessoas começaram a usar antes que fosse referendado como padrão corporativo.?

2 ? Não é a próxima geração de virtualização

Ainda que muitos tentem explicar dessa forma, Sameer Dholakia, vice-presidente do grupo de plataformas cloud da Citrix, é enfático ao dizer que computação em nuvem ?não é a próxima geração de virtualização de servidores?. O executivo lembra que Google, Facebook e Salesforce entregam nuvem e com muita escala. ?Cloud não é a mesma coisa que virtualização. Você pode entregar nuvem sem isso.?

3 ? Não é algo fechado

Neste caso, a ideia está fundamentada na discussão de uma plataforma aberta ou fechada e, para Dholakia, a crença no sucesso está no open source. ?Pegue Big Data, de onde vem? De grandes operadores de cloud, como Google, Yahoo, para prover analise de grande quantidade de dados.? Para participar desse processo, a Citrix levou o CloudStack para dentro da Apache Software Foundation. Essa junção, já é a solução que fornece todo o suporte para a Citrix CloudPlatform. ?Open source vai liderar a era da nuvem. Depois da aliança com a Apache, o cloustack.org deslanchou com mais de meio milhão de visitas e um pico de 16 mil downloads por mês.?

4 ? Não funciona como uma ilha

Este, talvez, seja o tópico que mais se discute, já que envolve a questão de superar a questão de optar pela nuvem híbrida ou privada e partir para um modelo híbrido. A única diferença é que o esquema proposto por Michael Crandell, CEO da RightScale, companhia que fornece um software de gestão para nuvem, amplia as fontes de interligação. ?No final das contas, o benefício é a possibilidade de rodar aplicação rapidamente, sem isso, não há porque ter cloud. A ideia é que você possa gerenciar aplicações entre nuvens públicas, privadas e sistemas armazenados no modelo de hosting?, avalia. Para o executivo, ao adotar o modelo hibrido, a companhia garante extensão da capacidade, cobertura geográfica, recuperação de desastre e uma TI self-service.

E você, o que acha dessa discussão? Concorda com os pontos levantados por esses executivos? Acrescentaria alguma coisa? Deixe sua opinião.

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da Citrix

 

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