Categories: Notícias

4 dicas para uma estratégia bem sucedida em redes sociais

O movimento de socialização invadiu as empresas. O trabalho, agora, é aprender a lidar com isso e aproveitar o que o ambiente de redes sociais tem de melhor e levar para o mundo corporativo. As facetas de ações são as mais variadas: marketing, interação, ações de SAC, monitoramento, vendas, internalizar esse ambiente/modelo para intensificar colaboração e inovação interna. O como fazer isso também vem com muitas opções que vão desde a contratação de uma agência a formação de uma equipe dedicada às interações com clientes, passando, também, pelo uso de softwares para mensuração de percepção de imagens, entre outros.

No caso do Bradesco, a diretoria de canais digitais, liderada por Luca Cavalcanti, tem tido êxito na interação com clientes por meio do Alô Bradesco no Twitter e Facebook. Mais recentemente, o banco passou a atuar no ambiente do Facebook com oferta de serviços a partir da emulação do internet banking dentro da rede social. Ao falar sobre a experiência neste ambiente, Maurício Minas, CIO do Bradesco, e Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais, exaltam a integração entre TI e áreas de negócios e o engajamento da companhia como um todo para que a estratégia tenha sucesso. A seguir, veja o que extraímos da apresentação feita no IT Forum 2012:

Transparência
Como bem explicou Luca, atualmente o cliente ainda não busca o diálogo direto com a marca via rede social, mas, sim, falar da empresa com amigos para propagar a insatisfação via rede. Desta forma, o executivo ensina que é fundamental ?transparência e mostrar a preocupação ao cliente com a manifestação que ele está fazendo. Sempre que há correção ou atenção, ele volta à rede e fala bem da empresa na rede social, é um contentamento do cliente com a interlocução?. O diretor de canais digitais do Bradesco frisa, entretanto, que, uma vez atendido com eficiência via rede, dificilmente ele volta a outro canal de atendimento, preferindo contatos futuros via Twitter ou Facebook, por exemplo.

Tempo de resposta e qualidade
Quando se fala em interagir nas redes sociais, o principal público, ao menos no início, é formado por jovens de uma geração que pede muita agilidade na tomada de decisão e resolução de problema. Não é a toa que o CIO do Bradesco, Maurício Minas, coloca tempo e qualidade de resposta como pontos essenciais no trabalho desenvolvido.

?O desafio é como tratar isso de forma massiva, temos 65 milhões de clientes. Se crescer via rede social, não dará para tratar com gente. Cabe a nós (TI) encontrar soluções semiautomáticas para classificar o tipo de interação e passar para o humano o que deveria ser atendido por ele. E esse é o ponto de interrogação, sabemos que precisa, mas ainda não temos o como.? O CIO ressalta ainda que é muito grande o volume de informações não-estruturadas que chega às empresas e que, se isso não for trabalhado, perde-se muita riqueza e a oportunidade de conhecer melhor o feedback dos clientes.

Outro ponto essencial é a qualidade das pessoas que trabalham na interação. O ambiente é diferente de um call center onde o script muitas vezes basta, na rede social, o contato é mais pessoal.

Engajar a empresa
Embora engajar o cliente seja algo essencial em redes sociais, é preciso um trabalho intenso para repercutir a estratégia na organização como um todo. Além disso, definir quem e como irá olhar tudo o que é falado nesses ambientes. No Bradesco, lembra Cavalcanti, superintendentes e diretores recebem relatórios de problemas e podem fazer alterações no sistema e apontar o tipo de interação. ?Isso traz transparência e força para que a área tenha agilidade na solução de problema.?

Nova governança
?É uma nova governança que mudou as coisas para nós?, avalia Minas, CIO do banco. ?A instantaneidade da informação muda a forma como fazemos as coisas na organização, muda estrutura de poder. Às vezes, o presidente sabe (do ocorrido) antes que o gerente tenha tomado uma ação. Mas é melhor que a organização saiba o que acontece em tempo real a viver achando que nada acontece.?

Com a sociedade aderindo cada vez mais a esses ambientes como forma de interação com empresas, as corporações que lidam diretamente com cliente final precisa estabelecer bem uma estratégia e de forma que seja algo que permeie todos os departamentos da companhia. ?A lição de casa é que nos CIOs precisamos ser rápidos e se não o fizermos, isso chegará à diretoria do banco.?

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

15 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

18 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

20 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago