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2013 será um ano de reconstrução, projeta CEO da HP

Uma grande tela ao fundo do palco exibe uma seta ascendente azul cortada por quatro pontos. Cada um desses pontos representa um ano e cada ano é um marco na jornada de transformação. ?Os últimos tempos não têm sido fáceis. Foram marcados por muitas mudanças e desafios. Mas juntos estamos fazendo progresso. A transformação não ocorre do dia pra noite, contudo precisa ser e será feita?. As palavras de Meg Withman resumem um pouco de como tem sido seu tempo à frente da HP.

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Os esforços até agora se concentraram em mapear deficiências e olhar de forma realista para a forma como os negócios vêm andando. A partir disso, elaborar um diagnóstico para começar a estabelecer fundamentos para um processo de mudança. Isso, na visão da executiva, está em ordem. Chega o momento de olhar para frente e o roadmap mostra um 2013 como o ano de ?consertar e reconstruir?; 2014 como o período de ?recuperar e expandir? e 2015 partir para um processo de ?aceleração e inovação?.

?Estamos fazendo mudanças positivas que começam a dar resultados?, pontua Meg, para adicionar: ?A primeira boa notícia é começamos o ano forte sob aspecto financeiro?. Ela atribui grande parte disso a sinergias geradas a partir da fusão de áreas, simplificação na forma de ida ao mercado e um processo de ?descomplicação? na relação da companhia com seus parceiros. ?A ideia é reverter a visão de empresa complexa e difícil de fazer negócio?, comenta.

A CEO da HP ressalta que o ano passado marca uma retomada de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Meg resume uma visão que toca três pontos: simplificação, lucratividade e inovação. Há esforços ainda em otimização operacional interna, centralização de algumas atividades e adoção de ferramentas internas para melhorar a produtividade com adoção de sistemas de CRM como o Salesforce.com.

A executiva aproveitou seu discurso durante o Global Partner Conference para salientar o comprometimento da companhia junto ao ecossistema de parceiros. ?Uma das primeiras coisas que aprendi na HP foi a importância do canal?, sinaliza Meg sobre o universo de aliados, responsáveis por gerar 67% dos negócios e movimentar 45 bilhões de dólares.

Ao final, dedicou cerca de meia hora para responder questionamentos dos parceiros quanto a estratégia e futuro da companhia. Nesse aspecto, um dos pontos altos foi um questionamento sobre os movimentos recentes da Dell. ?É uma oportunidade coletiva para nós?, pontua. Segundo a CEO, momentos de instabilidade não são bons para empresas que atuam na indústria de TI por criarem um cenário confuso aos parceiros e clientes. Meg fala com conhecimento de causa dessa questão, uma vez que a HP luta para sair de uma fase como essa.

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