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20% dos médicos brasileiros acreditam que dados de pacientes foram comprometidos

De acordo com um levantamento da Kaspersky, 20% dos médicos brasileiros acreditam que os dados de seus pacientes foram comprometidos devido ao atendimento online. Eles afirmam também que colegas de profissão demonstram não entender como os dados dos pacientes são protegidos.

Assim como as organizações coletam, processam e compartilham uma infinidade de dados sigilosos na internet, da mesma maneira os hospitais, médicos e prestadores de serviço da saúde também possuem essas práticas. Praticamente a metade (40%) dos respondentes brasileiros admitiram que alguns médicos realizam sessões remotas usando aplicativos que não foram criados especificamente para telemedicina, como Facetime, Facebook Messenger, WhatsApp, Zoom, entre outros.

O uso de aplicativos não especializados no ambiente de serviços de saúde envolve um risco, aponta o Dr. Peter Zeggel, CEO da arztkonsultation. de. “Os aplicativos de telemedicina são projetados especificamente para este fim. Além de serem certificados para proteger dados pessoais sigilosos. Ao ignorar o alto nível de proteção, corre-se o risco de perder confiança do paciente e sofrer com medidas punitivas e multas pesadas”, alerta.

Por outro lado, quem tem os dados vazados pode tornar-se uma vítima de outros golpes, que aproveitam a quantidade de informação sobre uma pessoa ou a instituição para sofisticar e direcionar um ataque. Para minimizar os riscos de incidentes, as organizações da área de saúde devem ajustar suas políticas de cibersegurança e torná-las relevantes para as necessidades de hoje, explica Fernando dos Santos, líder no setor enterprise da Kaspersky na América Latina.

“O setor de serviços de saúde está entrando em um novo patamar digital e, cada vez mais, enfrentando situações relacionadas a privacidade e segurança. Mas não se trata apenas de adotar novas tecnologias. Para garantir uma segurança eficiente, é preciso melhorar também processos e as pessoas, por isso é necessário inspirar e motivar médicos, enfermeiros e todos os funcionários para que elas saibam se comportar de maneira segura no ambiente digital”, explica Fernando.

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