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17% dos consumidores planejam comprar tablets nos próximos 12 meses

A desaceleração nas compras de dispositivos pessoais continua, com 17% dos usuários pretendendo adquirir um tablet nos próximos 12 meses, de acordo com uma pesquisa do Gartner. Isso forçará líderes da indústria a reavaliarem oportunidades de mercado com foco nessa categoria, à medida que as taxas de atualização de ultrabooks podem sofrer uma queda de 10% em 2016.

A pesquisa foi realizada entre maio e junho de 2015 com 19 mil consumidores dos EUA, Reino Unido, França, China, Brasil e Índia.

De acordo com Meike Escherich, analista de pesquisas do Gartner, a inovação do tablet é impulsionada mais pelas aplicações do que pelo hardware. Ainda de acordo com o especialista, os usuários estão mais interessados em como os dispositivos que utilizam a nuvem podem interagir uns com os outros.

A pesquisa constatou que menos de um em cada cinco usuários em mercados maduros estão planejando comprar ou atualizar um tablet. A penetração desses dispositivos já atingiu mais de 66% das famílias nos EUA, com mais de 25% delas com dois ou mais itens.

A menos que os novos tablets apresentem uma capacidade inovadora ou incentivos de compra de uma versão mais recente do produto, a tendência é que a base já madura e instalada continue a cair, de acordo com Escherich. “No pior cenário, muitos usuários nunca irão atualizar ou comprar um novo tablet, já que phablets e/ou dispositivos dois em um possuem os benefícios de um tablet. Este cenário resultaria em uma queda de 40% desses dispositivos em mercados maduros”, observa o especialista.

Em mercados emergentes, a penetração de tablets é menor e composta por muitos dispositivos de baixo custo. Nessas regiões, tablets devem ser um complemento aos smartphones. No entanto, a disponibilidade de conexão Wi-Fi é limitada, e tablets conectados a celulares são tão caros como smartphones de entrada com tamanhos de tela maior do que 5,5 polegadas.

De acordo com Escherich, a demanda por smartphones deve prevalecer em dois grupos: os com telas de 5 polegadas e os com telas de 5,5 polegadas ou mais (os phablets). “Os consumidores escolhem entre esses dois com base em sua preferência de dispositivo e estilo de vida. Alguns consumidores preferem smartphones com 5 polegadas ou menores, pelo conforto. Outros poderão optar por phablets para uma experiência de consumo de conteúdo móvel mais atraente, encontrando pouco benefício em possuir um de 7 polegadas que carece de capacidades telefônicas”, afirma o analista.

No geral, o resultado da pesquisa indica que 48% dos entrevistados não deseja substituir seus dispositivos até que seja absolutamente necessário. O processo de compra em si tornou-se mais complexo, e consumidores têm agora de priorizar qual dispositivo é mais importante para eles.

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