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WhatsApp chega ao mercado corporativo: prós e contras para o CIO

Mobilidade, cloud computing, social business e big data. Essas quatro tendências foram pontuadas como as principais transformadoras da tecnologia da informação há alguns anos. A consultoria internacional Gartner, por exemplo, classificou a união desses movimentos como Nexus of Force, tamanho seu impacto sobre a forma como empresas pensam sua TI. Contudo, hoje é muito difícil determinar barreiras e definir quais comportamentos dos usuários se enquadram em cada uma dessas quatro caixinha.

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Um claro exemplo disso está em um hábito que ganhou força nos tempos mais recentes: o uso corporativo de aplicativos de comunicação, como o WhastApp, que são ao mesmo tempo sociais, geram dados e só existem graças a dispositivos móveis e à conexão entre eles por meio da nuvem.
Assim como acontece com qualquer nova aplicação, ainda mais em um combinado de tendências tão novas, o uso corporativo do sistema de mensagens tem pontos positivos e negativos.
Do lado positivo, está o claro ganho de agilidade na tomada de decisões e troca de informações. Peguemos, por exemplo, o caso de uma equipe de campo que precisa de contato imediato com o time gerencial para obter autorização e executar um procedimento. Apenas um “ok” enviado em uma mensagem de grupo já agilizaria todo o processo, algo muito mais simples do que uma ligação telefônica ou envio de e-mail.
Entre os negativos, está o claro fato de que a aplicação não foi desenvolvida para empresas, mas sim para usuários finais. Desta forma, não existem APIs que permitam a customização de funções e adequação às necessidades das companhias, o que se desdobra em diferentes pontos de atenção para CIOs e gerentes de TI. No primeiro deles está o fato de muitas empresas, por questões de auditoria, precisarem de um forte de controle de suas comunicações, chegando a guardar o histórico de e-mails dos funcionários para eventual necessidade. Com o WhastApp, esta gestão é impossível, já que a troca de mensagens fica isolada, não podendo ser acessada por ferramentas de MDM. O que e como é compartilhado fica, então, somente a cargo do usuário.

O segundo item de atenção que este descontrole traz é uma possível exposição trabalhista, já que o funcionário, teoricamente, fica disponível 24 horas por dia. Por fim, o uso do aplicativo para fins pessoais pode gerar distração e atrapalhar o desempenho dos funcionários, além, claro, de consumir o plano de dados corporativo e elevar custos de uma forma totalmente desnecessária, por meio do
compartilhamento de vídeos e fotos como entretenimento.
De fato, vemos forte demanda no mercado por uma solução de comunicação mais fácil. Porém, alertamos sobre a importância de avaliar prós e contras antes de librar o uso do WhatsApp e outros aplicativos de comunicação para o time, sempre levando em consideração um equilíbrio entre os benefícios e os potenciais risco da decisão.
*Vinícius Boemeke é diretor de marketing da MDM Solutions

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