Vulnerabilidades batem recorde histórico em 2017

As vulnerabilidades são frequentemente o ponto de partida para muitos incidentes de segurança. Tanto códigos maliciosos como exploits (fragmentos de códigos que permitem que um invasor abuse de falhas no sistema para obter controle sobre ele) podem se aproveitar de falhas para comprometer a segurança de informações de usuários e empresas. A ESET América Latina, empresa de detecção de ameaças, observou que durante 2017 as vulnerabilidades reportadas alcançaram seu maior número histórico, superando em muito o registro de anos anteriores. As falhas consideradas críticas também cresceram no último ano.

Somente em 2017 foram relatadas mais de 14600 vulnerabilidades, contra 6447 em 2016, segundo relatórios da Common Vulnerabilities and Exposures (CVE ). Os dados indicam que em 2017 foram identificadas em média 40 vulnerabilidades por dia, número 120% superior se comparado ao ano anterior, quando a média foi de 16 ameaças diárias.

O grau de complexidade das ameaças é determinado a partir de diferentes fatores, como o impacto sobre confidencialidade, integridade ou disponibilidade da informação. Ao mesmo tempo, avaliam-se também aspectos como o vetor de ataque utilizado, a complexidade, os privilégios necessários ou a interação com o usuário.

Vulnerabilidades críticas

De acordo com os padrões do National Vulnerability Database (NVD), em 2017, o número de vulnerabilidades altas e críticas também cresceu consideravelmente com base no nível de classificação de complexidade. As ameaças consideradas críticas em CVSS v3.0 tiveram um aumento expressivo nos últimos 5 anos, chegando à marca de 2070 nos últimos dias do ano, praticamente o dobro de 2016.

Com relação as vulnerabilidades consideradas altas na versão CVSS v2.0, o crescimento também foi significativo, passando de 2470 em 2016 para mais de 4100 no fim de 2017. Um aumento superior a 60%.

“Os dados anteriores mostram um importante crescimento no número de vulnerabilidades reportadas, com o incremento das consideradas altas e críticas. Portanto, pode-se afirmar que 2017 se tornou o ano das vulnerabilidades. Estes resultados mostram a importância da educação e proteção de nossos equipamentos para aproveitar a tecnologia com segurança\\\”, diz Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

10 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

13 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

15 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago