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Votorantim Metais cria programa de startups para fomentar inovação

A relação da Votorantim Metais com a inovação é de longa data. Rodrigo Gomes, gerente de tecnologia e inovação da Votorantim Metais, empresa do Grupo Votorantim que atua nos segmentos de mineração e metalurgia, explica que há cerca de cinco anos a companhia criou uma diretoria de inovação, que reúne todas as áreas da organização.

“Trata-se de um centro de pesquisa espalhado por nossas unidades para termos insights e capturarmos tendências in loco”, explica o executivo. Além desse olhar voltado para as necessidades internas, a Votorantim Matais também tem parceria com universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para, em linha com a academia, levar inovações para a companhia.

Recentemente, a organização começou a trabalhar com a startup Leaf System para automação industrial. “Estabelecemos um processo de troca muito interessante. Eles com a tecnologia e a agilidade e nós com o conhecimento do segmento de metalurgia e mineração”, comenta Gomes. A iniciativa deu tão certo que a TI quis ampliar seus horizontes com a criação do seu programa de apoio a empreendedores, apadrinhado pelo presidente da empresa, Tito Martins.

O programa, batizado de Mining Lab, vai selecionar startups interessadas em desenvolver soluções tecnológicas aplicáveis nas operações da empresa. Para se inscrever, os interessados devem preencher as informações no site da iniciativa. O programa prevê a escolha de dez projetos e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que atuará na captação das startups e no acompanhamento e avaliação das atividades. As inscrições vão até 20 de janeiro.

“No primeiro ciclo, os temas de desenvolvimento vão se concentrar nas áreas de Nanotecnologia e Energias Renováveis, mas no próximo ano certamente vamos incluir outros”, adianta o gerente de TI, completando que a ideia na fase atual é melhorar a recuperação mineral do Zinco.

Na área de energia, os alvos são startups que possam desenvolver tecnologias para substituir as matrizes energéticas tradicionais da mineração (combustíveis fósseis e eletricidade, por exemplo) por alternativas mais econômicas e que apresentem ganhos ambientais, tais como: biomassa, biogás, energia solar, óleos menos poluentes e renováveis, sistemas de ar comprimido e de bombeamento mais eficientes, ou até mesmo novas fontes ainda não mapeadas.

No ramo de nanotecnologia, a busca é por empresas capazes de desenvolver soluções que utilizem essa tecnologia em aplicações como: recuperação de partículas durante os processos de flotação e hidrometalúrgicos, soluções em corrosão, aplicações de óxidos dos metais, tratamento e recuperação de efluentes e desenvolvimento de novos produtos.

Sinergia
Segundo Gomes, as empresas selecionadas devem ter sinergia com os negócios da Votorantim Metais. Depois de selecionadas, as startups vão ficar cerca de um mês nas plantas da companhia espalhadas em vários locais do Brasil para testar suas tecnologias e ideias no ambiente real.

“Depois, a startup vai ficar livre para continuar no mercado, não vamos exigir exclusividade. Dando certo, apresentamos as soluções e os resultados positivos para as outras empresas do grupo e vamos buscar negócios juntos”, comentou.

O objetivo, lembrou, é gerar ideias novas mais rapidamente. “Queremos melhorar competitividade da empresa de maneira mais rápida e aprimorar o ambiente de inovação do Brasil”, reforçou.

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