A geração de caixa será o foco das atenções da Vivo nos próximos meses, afirmou o presidente da companhia, Roberto Lima, após uma conversa com analistas do mercado de capitais americano reunidos ontem na Bolsa de Nova York (Nyse) para celebrar os dez anos de listagem dos papéis da companhia, incluindo a cerimônia de encerramento do pregão, o “Closing Bell Ceremony”.
Em tempos de crise, a estratégia de geração de caixa está baseada na prorrogação do vencimento de duas obrigações importantes: a compra de freqüência de terceira geração (3G), 1,9 a 2,1 Ghz; e o Fistel, imposto que incide no primeiro trimestre e que multiplica uma taxa de R$ 13 pelo número de clientes das operadoras.
No caso da Vivo, essa quantia se eleva a R$ 540 milhões, segundo Lima, uma vez que a operadora tem 42 milhões de clientes. “O adiamento dessas duas coisas dá uma folga de R$ 1,3 bilhão, equivalente ao vencimento de dívida da Vivo no primeiro semestre”, afirmou o executivo.
A despeito do pedido encaminhado à Agência Nacional de Telecomunicações e ao Ministério das Comunicações por todas as operadoras, Lima afirmou que não houve dificuldade até agora para captações, inclusive foram feitas algumas nos últimos dias.
O temor da companhia está em repor a liquidez mediante os pagamentos previstos para o ano. “Com as prorrogações teríamos conforto para tomar agora as decisões de investimento, pois a indústria também precisa se programar para as entregas de equipamentos”, afirmou.
O executivo ressaltou que o setor de telefonia celular merece ser visto pelo governo como gerador de desenvolvimento e emprego, o que lhe confere condição de merecedor desses adiamentos.
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