Das três formas, a segunda é a que mais gera dúvida, e exige que o fabricante defina seu limite de atuação para que se tenha clareza do verdadeiro espaço a ser ocupado pelo distribuidor. A distribuição pode ser a grande diferença para o fabricante que atua com grandes volumes. A questão é como o canal pode agregar serviços e valor aos produtos, tornando-se importante tanto para o fabricante quanto para o cliente final, e atingindo os volumes exigidos pela indústria.O grande segredo na venda do produto de volume é eliminar qualquer custo desnecessário da operação. O distribuidor deve ter um departamento de venda muito eficiente, que atinja alto nível de assertividade nas vendas, seja minucioso na análise de crédito para não gerar perdas, e adote uma estratégia de logística extremamente ágil no atendimento, contando com transportadoras que correspondam com esta agilidade a custos aceitáveis.Por outro lado, cabe ao fabricante investir na divulgação do produto e criar demanda no mercado, no treinamento das equipes de vendas tanto dos distribuidores quanto das revendas, na manutenção de um RMA eficiente e em tudo que for necessário para que não gere custos adicionais no canal.A ferramenta que o distribuidor está utilizando para venda de volume é o “e-commerce” ou venda pela web, que funciona como um ponto de captação de pedidos e entrega de informação. A aposta é que esse canal sustentará e absorverá o grande volume de compra dos clientes em um futuro breve. As empresas que ainda não investiram em uma solução de vendas pela Web já estão em desvantagem no mercado. É claro que a venda pela Web deve ser sustentada por toda esta infraestrutura citada anteriormente, pois não adianta somente realizar a captação do pedido, é preciso surpreender e entregar mais do que o cliente espera.O que realmente é importante para o fabricante na venda dos produtos de volume é a logística, ou seja, é garantir que seus produtos cheguem ao maior número de clientes provenientes dos mais distantes e diferentes locais. E isso dificilmente o fabricante conseguiria atender com estrutura própria e se o fizesse, provavelmente, exigiria uma estrutura onerosa para que essa venda fosse entregue com rapidez e qualidade. José Bublitz MachadoVice-Presidente da ABRADISTI
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